TRANSEXUALISMO E IDENTIDADE SEXUADA

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in Viviani, A., (Org.) Temas daClínica Psicanalítica, São Paulo, Experimento, 137-147, 1998.


Introdução
 

Gostaria de apresentar hoje para vocês minhas reflexões, algumas conclusões mas sobretudo as questões, tanto teóricas quanto clínicas, que venho me colocando ao longo desde caminho, por vezes cheio de surpresas, que tenho percorrido, já fazem alguns anos, junto a transexuais. O transexualismo apresenta-se, com efeito, como a “solução” psíquica que interroga de modo mais radical não somente os processos de identificação mas também a noção de identidade sexual, colocando para psicanálise inúmeros desafios teóricos e clínicos.

O estudo do transexualismo – que nos ajuda, e muito, a melhor compreender os elementos presentes na construção da psicossexualidade – nos obriga a repensar fundamentalmente as bases da sexualidade em geral e, conseqüentemente, da normalidade.

O sentimento de ser do outro sexo, que os transexuais afirmam possuir, é provavelmente tão antigo como qualquer outra forma de expressão da sexualidade (1). Da mitologia greco-romana ao século XIX passando pelas mais variadas fontes literárias e antropológicas, encontramos relatos de personagens que se vestiam regularmente, ou até definitivamente, como membros do outro sexo, se dizendo sentir como do outro sexo. Isto mostra a extensão do fenômeno indicando, ao mesmo tempo, que aquilo que hoje é conhecido e designado sob o termo de “transexualismo” não é próprio nem a nossa cultura nem a nossa época: o que é recente é a possibilidade de “mudar de sexo” graças às novas técnicas cirúrgicas e a hormonoterapia.

A palavra Trans-sexualism foi utilizada pela primeira vez pelo Dr D. O. Cauldwell em 1949 em um artigo intitulado Psychopathia Transsexualis – termo inspirado provavelmente da célere Psychopathia Sexualis de Krafft-Ebing – onde é apresentado um relato clínico de uma menina que queria ser menino. Em 1953 a palavra Transexualismo foi pronunciada pelo psiquiatra americano Harry Benjamin (2), em uma conferência na Academia de Medicina de Nova Iorque.

Na palavra “transexualismo” encontramos o prefixo “TRANS” que parece indicar que se pode atravessar, passar através do corte da sexuação. Nessa perspectiva, o transsexual seria alguém que “viaja” através da sexualidade; que poderia estar de um lado ou de outro, enfim que poderia, como no mito de Terésias, trocar de lado. Entretanto, o transexual não se encontra nessa situação; na verdade, ele não deixa um sexo pelo outro: ele “abandona” os atributos de um sexo pelas aparências do outro sexo. Desta forma, quando um sujeito ` eu desejo de mudar de sexo, ou diz que já se submeteu a cirurgia corretiva, não podemos esquecer que, na verdade, não se pode mudar de sexo: a “mudança” de sexo deve ser compreendida como uma mudança de “fachada”, como uma nova aparência dada ao aspecto exterior do sujeito.

A primeira cirurgia de redesignação sexual oficialmente comunicada aconteceu em 1952 na Dinamarca. A partir de então, temos assistido à uma verdadeira “revolução cultural”: tanto na Europa, quanto nos EE.UU, o fenômeno transexual tem tomado uma certa envergadura e, aos poucos, os transexuais têm sido mais ouvidos em suas reivindicações: em alguns países europeus as despesas médicas da cirurgia de redesignação sexual correm por conta do governo; os transexuais ocupam diversas posições na sociedade, participam de programas na televisão tipo “Esta é a sua vida”, são entrevistados, publicam suas bibliografias, obtém a mudança de Estado Civil, etc. Tudo isto reflete um esboço de reconhecimento social deste fenômeno ainda que um tal reconhecimento coloque profundas questões éticas e jurídicas.

Evidentemente, seria um grave erro acreditar que a etiologia da inadequação entre corpo anatômico e sentimento identidade sexual seja a mesma para todos aqueles que se dizem transexuais: a aparente semelhança entre os discursos manifestos pode camuflar uma grande diversidade de discursos latentes, senão recalcados, e falar do “transexual típico” é tão absurdo quanto falar do “heterossexual típico” ou do “homossexual típico”.

Existe uma grande confusão no imaginário popular, mas também entre os próprios sujeitos que demandam a cirurgia corretiva, quanto a distinção entre o travesti, o transexual e outros que apresentam essa mesma reivindicação. Assim, muitos daqueles que se dizem transexuais reproduzem de uma maneira caricatural os estereótipos do homem e da mulher. Alguns tentam, a qualquer preço, manter a ilusão imaginária na qual se engajaram. Para esses, a beira do delírio e dividindo a vida entre o multidão indistinda da “Boca do Lixo” e os amigos incertos que se comprimem em uma pequena kittinet, condenados a prostituição para sobreviverem e cuja a única “alegria” se resume a um “pico”, a expressão “pobres coitados” traduz vagamente suas realidades: uma vida perdida em busca de sentido. Acontece também que a deriva na psicose, ou o suicídio, seja a única saída possível quando o sujeito se dá conta do erro cometido – muitas vezes com o apoio dos “profissionais da saúde” – e da irreversabilidade do estado no qual se encontram: a viagem na “trans-sexual” não oferece passagem de volta.

O polo extremo desta perspectiva se confunde com uma caricatura trágica da mulher: “fabricadas” ao preço elevado de cirurgias estéticas que “feminizam” o rosto (nariz, queixo, face), e que transformam, quando não mutilam, o corpo (mãos, pernas, cadeiras, sexo, voz), podem chegar ao ponto no qual um homem “equipado” de uma vagina artificial não tenha, fisicamente, mais nada de um homem. Além disto, as leis do mercado e a preferência da clientela contribuem ainda mais para desorientar essas pessoas que ficam sem saber qual “solução” é a mais rentável: ser ou não ser um homem operado? ter ou não um pênis?

Entretanto outros, convencionalmente chamados de “transexuais verdadeiros”, nos obrigam a aprofundar nossa reflexão quanto aos elementos presentes na constituição desses sujeitos, na construção de suas psicossexualidades e, consequentemente, em suas identidades sexuais. A importância de distinguir bem os “transexuais verdadeiros” é que sem uma tal precisão, a barreira entre esses últimos e alguns travestis, psicóticos e homossexuais, pode ser apagada; daí, a necessidade de uma profunda exploração da psicodinâmica particular a cada caso que se encontra por traz da demanda de transexualisação.

O sofrimento psíquico do transexual se encontra no sentimento de uma total inadequação entre, de um lado, a anatomia do sujeito e seu “sexo psicológico” e, de outro lado, este mesmo “sexo psicológico” e sua identidade civil. Essas pessoas, cujo sentimento de identidade sexual não concorda com a anatomia, manifestam uma exigência compulsiva, imperativa e inflexível de “adequação do sexo”, expressão utilizada pelos próprios transexuais; como se elas, face a esta convicção de incompatibilidade entre aquilo que são anatomicamente e aquilo que se sentem ser, se encontrassem num corpo disforme, doente e monstruoso. Um tal sentimento pode chegar ao ponto de levar o sujeito à auto-emasculação e até mesmo ao suicídio. À reivindicação de “adequação do sexo”, segue-se a de mudança do nome e a de retificação da certidão de nascimento.

Uma das primeiras coisas que chama nossa atenção no transexualismo, é que ele é “autodiagnosticado”. Os transexuais são os primeiros a “diagnosticar” o problema que os aflige e a exigir o “tratamento” que julgam necessário: administração de hormônios e a cirurgia que lhes propiciará a “mudança de sexo”. Além disso, o transexual se dirige ao outro – ao psicanalista, ao psicólogo, ao médico, enfim àquele que ele crê poder ajudá-lo – para pedir-lhe uma confirmação de uma condição da qual ele já está certo: ele pede àquele que o olha, seu julgamento objetivo de que ele é, de fato, um homem ou uma mulher. Uma particularidade do transexualismo, é que os sujeitos que reivindicam a redesignação sexual, o fazem em nome do estatuto social de sua identidade e não, como é por exemplo o caso de alguns travestis, em nome do exercício legítimo da sexualidade. Existem transexuais de todas as idades: adolescentes, jovens adultos, pessoas maduras e mesmo as “vocações tardias”.

Todo encontro com o transexual deve necessariamente levar em conta a dimensão da contra-transferência. Se nos chamados estados intersexuais, onde existe, de fato uma má formação anatômica, nosso sentimento por essas pessoas é o de compaixão, de compreensão, no caso dos transexuais somos, na maioria das vezes, tomados por um sentimento de espanto, horror e até mesmo de rejeição. Como se o problema que o transexual nos apresenta, resultasse de um ato voluntário de sua parte, um ato contra a natureza: de onde vem essa diferença de sentimentos? Será que os intersexuados seriam “vitimas” de sua anatomia, enquanto que os transexuais ousaram” interferir sobre ela?

Tomados por um sentimento de estranheza (Unheimlich) que se produz, diz Freud, “quando os complexos infantis que haviam sido recalcados revivem mais uma vez”, não é raro que uma atitude defensiva – por vezes um diagnóstico apressado – contra nossas próprias moções pulsionais recalcadas, se produza face aos transexuais. (Talvez seja por essa mesma razão que muitas vezes, nossa primeira reação frente a esses sujeitos seja de taxá-los de loucos.) Além disso, os transexuais colocam, de certa forma, uma questão raramente evocada quando estamos lidando com uma pessoa dita normal: de onde vem a “certeza” que estamos diante de uma mulher ou de um homem? Tal certeza é “naturalmente” apoiada pelos referências objetivas que a pessoa que está na nossa frente nos exibe. Ora, são justamente essas referências que são abaladas por um transexual quando a “mulher” com quem estamos conversando nos revela ser um homem!

As tentativas de definir o transexualismo, assim como a de elucidar sua gênese, refletem bem a complexidade da questão transexual demonstrando, além disto, que entre os pesquisadores não há unanimidade quanto a sua origem. Da mesma forma, as propostas terapêuticas – terapia, psicanálise, tratamento médico-cirurgical e até mesmo lobotomia – são extremamente controvertidas e, por vezes, francamente divergentes. Em psicanálise, vários autores propuseram teorias diferentes para tentar elucidar o problema, e é ao psicanalista norte americano Robert Stoller que devemos o estudo mais exaustivo do transexualismo. Suas teorias marcaram profundamente tanto a pesquisa como a prática cirúrgica nesse domínio.

Assim, existem aqueles que vêm no transexualismo uma disforia sexual (Stoller,(3), uma psicose (Alby, (4), Socarides, (5), uma desordem narcísica, (Chiland(6), Oppenheimer, (7)), um precursor da homossexualidade, (Limentani, (8)), o resultado da forclusão do Nome-do-Pai (Lacan, (9), Safouan, (10), Millot, (11), Czermak, (12),) ou simplesmente um fenômeno ligado a fatores sócio-culturais onde a mídia têm um papel muito importante (Raymond, (13).

Talvez, a única certeza que tenhamos é a de que em se tratando do transexualismo, toda prudência é recomendada. Além disso, qualquer forma de ajudar estes sujeitos, deverá levar em conta a particularidade de trajeto transexual de cada um.
O lugar da criança, futuro transexual, na economia libidinal da família

Freud nos mostrou, principalmente nos seu texto sobre o Narcisismo (14), a importância do lugar do recém nascido no mito familiar assim como as repercussões do imaginário dos pais para o futuro do bebê, e os desejos e lutos aos quais a criança deve responder.

Muitos transexuais nasceram após a morte de uma criança do sexo oposto do sujeito em questão. Outros, substituiem uma “esperança” não realizada de um criança. Há também aqueles que estão lá para pagar um dívida ou para acalmar um superego tirânico, e assim por diante. “A história de um su observa Piera Aulagnier, não começa com ele; ela o precede e o antes determina fortemente o depois (15)”. Ou seja, “a relação mãe-filho começa bem antes que criança venha ao mundo”.

De fato, o lugar que a criança ocupa no inconsciente dos pais é mais ou menos estabelecido muito antes que aquele casal se conheça. A clínica nos mostra que em todo ser humano existem imagos e fantasmas relativos ao ser pai e mãe, os quais serão evocados se aquela mulher, ou aquele homem, tornar-se mãe, ou pai. Essas imagos, presentes no inconsciente parental antes da concepção da criança, constituem as bases fantasmáticas oferecidas ao recém nascido quando de seu nascimento, bases essas que terão importante papel na construção da psicossexualidade.

Ao tomar conhecimento da gravidez, começa na maioria das mulheres, com ou sem a participação do companheiro, toda uma mobilização fantasmática através da qual uma relação imaginária com a criança que virá ao mundo se estabelece.

Na maior parte dos casos, desde o início da gravidez uma mãe sabe ter dentro dela o que poderíamos chamar de “criança imaginada”: uma criança que possui um corpo completo dotado de todos os atributos necessários. Para compreendermos a importância do lugar dessa “criança imaginada” no imaginário maternal, basta observar como, desde os primeiros momentos de vida do bebê, a mãe “vê”, nesse último, toda uma séria de traços e semelhanças que ela, de fato, crê, ali poder reconhecer. Além disso, na relação mãe/criança, essa última pode representar a criança que a mãe gostaria de ter dado a sua própria mãe protegendo-a, assim, do perigo de desaparecer na sua própria mãe. É desta forma, que se dá uma reorganização do universo fantasmático dos pais para “acomodar” a realidade externa, mas sobretudo a realidade psíquicas, à criança que deverá nascer.

Que um casal faça projetos, crie expectativas face ao anúncio da gravidez é coisa banal. Por outro lado, aceitar que a criança não seja do sexo esperado, que ela possa vir a desejar outras coisas, ter outros projetos que aqueles que seus pais anteciparam para ela, equivale a fazer o luto da “criança imaginada” que pré-existia no imaginário dos pais. Tal processo levará esses últimos a também refazer o luto de feridas outras que, sempre presentes no núcleo narcísico infantil dos pais, teriam podido ter sido elaborados pela aquela criança, suporte privilegiado daquilo que os pais tiveram que renunciar. É justamente a impossibilidade de fazer o luto da “criança imaginada” que se anuncia no horizonte do futuro transexual: antes de sua vinda ao mundo – no inconsciente materno, e as vezes no paterno também – antes mesmo que aquela mulher pense em tornar-se mãe, o lugar e o sexo que a criança deverá ter já são, de certa forma, estabelecidos. Em tais circunstâncias, os processos psíquicos que levam o sujeito a construir seu sentimento de identidade sexual em acordo com seu sexo anatômico, encontram-se bloqueados por identificações primárias entravadas.

Quanto a criança, essa deverá ser capaz, na medida em que se constitui como sujeito, de não mais responder neste lugar – no lugar da “criança imaginada” – se prestando cada vez menos a ser o objeto privilegiado dos investimentos narcísicos dos pais, o que equivale a não mais ser depositário dos desejos desses últimos. Ou seja, para nos constituirmos como sujeitos desejantes, para existirmos psiquicamente, temos que matar a representação narcísica do desejo da mãe, matar a criança que outrora fomos nos sonhos daqueles que nos deram vida. (16)


Conclusão

Para a criança, futuro transexual, os projetos e as expectativas a seu respeito são de tal forma “rígidos” que ela – a criança – deverá responder lá onde se espera que ela o faça, sob pena de não ser absolutamente entendida. Ou seja, ela não consegue a se desprender do lugar que lhe foi reservado, fazendo assim eco aos desejos/feridas narcísicas dos pais e poupando-lhes, dessa forma, de enfrentar um luto insuportável. Para o futuro transexual não responder a representação narcísica do desejo dos pais equivale a não existir para estes últimos, a não se constituir como sujeito desejante. E isto porque para a mãe, na maior parte das vezes com a cumplicidade do seu companheiro, a possibilidade de uma criança diferente da que de seus sonhos – aquela que antes mesmo de nascer já possuia um lugar na sua economia psíquica – essa possibilidade então, fica inarticulada, no sentido de uma forclusão, no seu universo fantasmático. Para ter uma vida desejante, a criança tem que “aceitar” o lugar que lhe foi reservado no mito familiar. Neste sentido, a identidade sexual pode ser, por assim dizer, imposta. O transexualismo, e consequentemente a certeza que possui o transexual quanto a sua identidade de sujeito, representaria uma forma de “sobrevivência psíquica”; uma tentativa infantil de auto-cura, como o entende Joyce McDougall (17), talvez uma forma de “escapar” a psicose. Trata-se, é claro, de uma solução radical, de uma última tentativa de se construir um sentimento de identidade, sexual e subjetiva. Talvez, uma identidade sexual em desacordo com a anatomia, seja “preferível”, ou em todo caso menos angustiante, que a ameaça de não existência, ou a angústia não menos terrificante, de possuir um corpo despedaçado.

Notas Bibliográficas

1 – GREEN, R., “Mythological, Historical, and Cross-Cultural aspects of Transsexualism”, in Transsexualism and sex reassignement .Baltimore, John Hopkins University Press, 1969, 13-22.
2 – BENJAMIN, H. , “Travestism and Transsexualism”. In Int. J. Sexology, 1953, 7.2
3 – STOLLER, R., Recherches sur l’identité sexuelle. Paris, Gallimard, 1978. The Transsexual Experiment. London, Hogarth Press, 1975.
4 – ALBY, J-M., Contribution à l’étude du transsexualisme. Paris, thèse, 1956.
5 – SOCARIDES, C., W., “A psychoanalytic study of the desire for sexual transformation (“transsexualism”): the plaster-of-Paris man”. In Int. J. Psa, 1970, 51, 341-349.
6 – CHILAND, C., “Enfance et transsexualisme”. In La psychiatrie de l’enfant, 1988, 31, 2, 314-373.
7 – OPPENHEIMER, A. “Le refus du masculin dans l’agir transsexuel”. In Adolescence, 7, 1, 155-169.
8 – LIMENTANI, A., “The significance of Transsexualism in relation to some basic psychoanalytic Concepts”. In Between Freud and Klein. London, Free Association Books, 1989, 133-154.
9- LACAN, J., “… ou pire”, séminaire du 8 décembre 1971. (inédito)
10 – SAFOUEN, M., “Contribution à la psychanalyse du transsexualisme”, In Études sur l’Œdipe. Paris, Seuil, 1974, 74-97.
11 – MILLOT, C., Horsexe : Essai sur le transsexualisme.Paris, Point Hors Ligne, 1983.
12 – CZERMAK, M., ” Précisions sur la clinique du transsexualisme”. In Passions de l’Objet. Paris, Clims, 1986, 109-128.
13 – RAYMOND, J., L’empire transsexuel. Paris, Seuil, 1981.
14 – FREUD, S., “Sobre o narcisismo: uma introdução”. E.S.B., vol. XIV, 85-122.
15 – AULAGNIER, P., (1963) “Remarques sur la structure psychotique”. In Un interprète en quête de sens. Paris, Payot, 1991, 268.
16 – LECLAIRE, S., On tue un enfant. Paris, Seuil, 1975, 11.
17 – McDOUGALL, J., “Identifications, néobesoins, et néosexualités”. In Topique, 39, 8.


Paulo Roberto Ceccarelli*

e-mail: pr@ceccarelli.psc.br

* Psicólogo; psicanalista; Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII; Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental; Membro da “Société de Psychanalyse Freudienne”, Paris, França; Consultor científico (Editorial Reader) do “International Forum of Psychoanalysis”; Membro do Conselho Científico da Revista Psychê; Membro do Conselho Científico da Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental; Membro Fundador da ONG TVer; Vice-presidente do TVer-MG; Professor Adjunto III no Departamento de Psicologia da PUC-MG; Conselheiro Efetivo do X Plenário do Conselho Regional de Psicologia da Quarta Região (CRP/O4).


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