NEO-SEXUALIDADE E SOBREVIVÊNCIA PSÍQUICA

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in Psychê, ano II, 2,Univ. de São Marcos, São Paulo, 61-69, 1998.


Introdução

A análise de algumas práticas sexuais “patológicas” revelam que estas últimas representam não somente uma solução afim de evitar sofrimentos psíquicos insuportáveis – uma forma de sobrevivência psíquica – mas que constituem também uma tentativa de construir um sentimento de identidade sexual. Este sentimento, como tive oportunidade de mostrar em outro lugar, pode encontrar-se em desacordo com a anatomia do sujeito, desafiando a famosa afirmação de Freud: “a anatomia é o destino”. Aqui, o conceito de neo-sexualidade(1) é muito útil pois descreve organizações psíquicas inovadoras resultantes de intensos investimentos libidinais.

Nesta perspectiva, certas práticas sexuais ditas perversas podem representar, para o sujeito, a única possibilidade de atividade sexual e, ao mesmo tempo, de construir um sentimento de identidade sexual. Por outro lado, renunciar a tais práticas pode significar uma verdadeira ameaça de castração, no sentido de uma fantasia de inexistência total e permanente de toda capacidade sexual. Não é de se estranhar que estas práticas sejam, por muito tempo, mantidas em segredo, e o sujeito só seja capaz de analisá-las quando o vínculo transferencial está bem estabelecido. Além disto, raramente, tais práticas constituem a razão de procura da análise.

Uma pergunta nos acompanhará ao longo deste texto: em quais circunstâncias uma manifestação da sexualidade – por mais “perversa” que ela seja em relação a uma normalidade dentro de um contexto cultural – deve ser considerada uma “versão modificada” da sexualidade adulta, e quando ela deve ser considerada sintomática?

O que motiva esta pergunta é a noção mesmo de perversão antes de Freud e o remanejamento que esta noção sofreu após a ruptura freudiana, embora paradoxalmente alguns psicanalistas se esqueçam disto.

Para deixar bem claro a perspectiva deste trabalho, uma rápida incursão na noção de perversão se faz necessária.

A palavra “perversão”, (perversio em latim), define a “ação de perverter”, “transformar em mal”, “depravação”, “corrupção”: perversão dos costumes, do gosto artístico… Na esfera do sexual, fala-se de perversão quando determinada prática desvia-se de uma finalidade dada à sexualidade humana.

O que sustenta este julgamento é a noção de uma sexualidade normal segundo a natureza – união de dois orgãos sexuais diferentes para a preservação da espécie – cujo desvio, a depravação (pravus) é definido como “contra a natureza”. Tal concepção, herdeira do pensamento grego em particular de Aristóteles, apoia-se na concepção teológica de uma Natureza (physis), onde existiriam inclinações naturais nas coisas. Logo, todo ato sexual que desvia da finalidade primeira da sexualidade – pedofilia, necrofilia, masturbação, heterossexualismo separado da procriação, homossexualismo, sodomia – é perverso.

É neste discurso teológico que se apoiam determinadas ações jurídicas destinadas a reprimir todo ato perverso: certos atos ditos “contra a natureza” são considerados um atentado ao pudor ou à opinião pública, o que acarreta sanções.

Ao definir a perversão em função de uma finalidade natural e universal, o discurso psiquiátrico vigente no século XIX, o da época de Freud, dá continuidade às posições teológicas e jurídicas e faz com que o penal passe a ser da ordem médica. Surgem então novas patologias que vêm juntar-se à infindável nosografia psiquiátrica da época: voierismo, exibicionismo, sadismo, masoquismo…


O Sexual Perverso

A partir de 1896, e sobretudo no começo de 1897, Freud começa a inverter este quadro ao interessar-se, através da análise das psiconeuroses em particular da histeria, pelas manifestações ditas perversas da sexualidade.

Freud(2) observa que as construções e os fantasmas apresentados pelos pacientes, correspondiam às perversões descritas pelos grandes clínicos da época. Ou seja, o que aparece nas perversões está, mascarado, recalcado nas psiconeuroses. “A histeria, escreve Freud(3), não é uma sexualidade repudiada, mas, antes, uma perversão repudiada.”

A grande contribuição de Freud para a compreensão da perversões não vem do tipo de material clínico observado (Freud cita, nos Três Ensaios , os autores que já haviam falado de perversão, sobretudo Havelock Ellis), mas da afirmação escandalosa de que as tendências perversas minuciosamente catalogadas pelos seus colegas como aberrações humanas assombram o espíritos de todos os homens, inclusive daqueles que as catalogaram estando também presentes nas crianças: “a criança é um perverso polimorfo”.

O inconsciente dos homens, afirma Freud, é animado pelos desejos que os perversos põem em cena. Se na perversão as pulsões inconscientes estão “a céu aberto”; na neurose elas agem na clandestinidade, disfarçadas nos sintomas: “a neurose é o negativo da perversão”. As perversões sexuais deixam então de ser uma prática que só eles – os perversos – exibem e passam a ser entendidas como algo presente, ainda que no inconsciente, em todos os seres humanos. Como diz Hamlet no final do segundo ato: “a se tratar cada um segundo seu merecimento, quem escapará do açoite?”

As raízes da sexualidade humana, constata Freud, se encontram nas pulsões parciais e o objetivo destas pulsões múltiplas e anárquicas é simples: o prazer; o prazer imediato e ao menor preço possível.

O objeto nos fantasmas eróticos, sublinha Freud, é o que há de mais intercambiável, parcial, instável: tudo é bom desde que se obtenha prazer! Pode ser que o sujeito se faça objeto para gozar de um outro objeto; ou que o outro seja utilizado sem a menor consideração daquilo que ele realmente é.

(Uma reflexão se impõe: ora, se a sexualidade se baseia em pulsões parciais cujo objetivo é o prazer e se o objeto da pulsão é variável, como definir, do ponto de vista da psicanálise, o que seria normal em sexualidade? O que é uma fantasia normal?)

Outro escândalo vem contrariar a visão que a biologia, a moral, a religião e a opinião popular têm da natureza da sexualidade: o objetivo da sexualidade humana não é a procriação; ela escapa à ordem da natureza, agindo a serviço próprio: ela é contra a natureza.

Em suma, o que Freud denuncia aqui e que foi, e continua sendo, tão difícil a digerir é a ideologia que está por trás da definição tradicional, e em vigor até hoje, de “perversão”. Freud vai mostrar, vale a pena insistir, que todas estas perversões são manifestações da sexualidade e, como tal, integram o psiquismo humano. Ou seja, o estudo das perversões mostra que a pulsão não possui um objeto fixo; que a normalidade é uma ficção; que não existe mais diferença qualitativa entre o normal e o patológico.

Gostaria de discutir, através de fragmentos de um caso clínico, uma forma de sexualidade que pode ser compreendida como a única possibilidade que o sujeito teve de construir, ainda que a um preço elevado, uma vida sexual e um sentimento de identidade sexual.


Caso Clínico

João, 35 anos, procurou-me para um trabalho analítico encaminhado por uma colega que tinha em análise o seu companheiro. Este última ameaçara de deixá-lo pois ele – João – estava levandoas práticas sado-masoquistas “um pouco longe demais”. João teria, num excesso de excitação, quase quebrado o braço de seu namorado.

João, a princípio, não achou que, devido ao acontecido, precisasse ver alguém. Por outro lado, esta seria uma boa ocasião visto que, há algum tempo vinha sentindo um tanto deprimido e que a vida sua vida estava meio vazia. As vezes tinha crises de angústia quando sentia algo que definia como “medo de tudo”.

Ao mesmo tempo, ele não dava muito crédito ao trabalho analítico, e os primeiros meses de nosso trabalho foram marcados por uma intensa transferência negativa que se manifestava por um desfile de queixas e de reservas quanto a eficacidade da psicanálise e a competência profissional do analista. Ele faltou algumas sessões dizendo que estava pensando seriamente a interromper a análise.

Entre ameaças de abandono e ausências – chegou a faltar duas semanas sem avisar – João, aos poucos, estabeleceu uma relação transferencial. A medida que trabalho analítico avançava, ele expressava sua angústia dizendo que tinha muito medo de mudar com a análise; de não mais se reconhecer; e mais, que começava a compreender que tinha perdido muito tempo e que se dava conta que era impossível recuperar o tempo perdido. Que seu grande medo, disse após muita hesitação, era de perder a sua sexualidade que, afinal, dava-lhe muito prazer.

Um detalhe fundador da história de João merece ser contado:
O lugar de João na economia libidinal da família é peculiar. Ele relato um fato, que pode ser entendido como seu mito fundador: a mãe de João, tinha uma irmã dois anos mais nova que ela. Quando essa irmã tinha 4 anos, logo a mãe de João 6, a irmã ficou gravemente doente, com febre alta, diarreia, etc, provavelmente devido à uma infecção. A avó de João, figura central em toda a dinâmica familiar, sentida como distante, ausente, fria, recusou a levar a menina para o hospital sem a presença do marido. Segundo a historia corrente, o avô de João tinha uma amante e estaria com ela naquela noite. Enfim, o que aconteceu foi que quando levaram a criança para o hospital, era tarde demais e esta veio a falecer. (Esta avó morreu num hospital psiquiátrico e foi João que autorizou que os aparelhos que a mantinham viva fossem desligados.)

Quando a mãe de João engravidou-se, o então namorado, tentou convencê-la de abortar; como ela recusou-se a fazê-lo, ele se viu obrigado a casar. Quando João nasceu, diz ele, a mãe o “deu” para a avó para que ela cuidasse dele pois sentia-se incapaz de fazê-lo. (Pode-se aqui conjecturar-se sobre os sentimentos de culpa da mãe quando da morte da irmã pequena, que de certa forma forma apaziguados neste ato de “doação do filho.)

João apresenta sua mãe como “era uma mulher obcecada por limpeza, sobretudo pela higiene pessoal”. Precocemente, João foi obrigado a aprender a controlar os esfincteres e cada vez que isto não acontecia era severamente punido: João vivia esta punição como uma ameaça de perda do amor maternal.

Seu pai, sentido como uma ausência constante, partira de casa quando João tinha 8 anos. Ele só veio a revê-lo quando já era adolescente e nunca o perdoou por “tê-lo abandonado deixando-o só com sua mãe”.

De sua sexualidade, ele me dá a seguinte apresentação: “trepar nunca foi um problema para mim: quando estou afim, vou e trepo. É isto aí”.

A vida sexual de João começou bem cedo, e aos 20 anos tinha uma intensa atividade sexual com parceiros de ambos os sexos. Contudo, à medida que o tempo passava ele “optou” por uma orientação exclusivamente homossexual. “Com os homens, disse-me, consigo viver melhor minhas fantasias”. Para isto, era preciso encontrar um parceiro que ele procurava nas boates Hard, e que se prestasse a participar a um cenário bem preciso, em vários atos, no qual cada detalhe era cuidadosamente preparado para que o “prazer máximo” fosse alcançado. Este cenário sexual, francamente sodo-masoquista, consistia em dominar o parceiro. Tudo começava por uma luta corpo-a-corpo, até que o adversário fosse totalmente subjugado para ser, em seguida, amarrado.

A etapa seguinte consistia em torturar o pênis do vencido. Quando maior esse fosse, mais intensa eram as torturas infligidas e, consequentemente, mais gloriosa a vitória. “Meu parceiro, disse-me ele, enquanto pessoa, não conta em nada: a única coisa que conta é seu pinto.”

(Esta separação entre pulsão e objeto foi, em determinado momento, central na análise de João)

Um dia, durante seu segundo ano de análise, ele começou a sessão dizendo: “Há algum tempo hesito em falar sobre algumas de minhas fantasias sexuais”. Agora acho que tenho a confiança necessária para falar disso, e acho que você é forte o bastante para suportá-lo”, acrescentou.

Para atingir o “prazer máximo”, o que nem sempre acontecia, era necessário dar vazão a suas fantasias escatofílicas. “Defecar em alguém, evacuar toda minha sujeira em cima da pessoa, é a pior humilhação que se pode infligir a alguém: este é o meu maior prazer.” Várias vezes ele participou de “surubas escato”, se bem que, segundo ele, isto não lhe interessava muito: “sou obrigado, disse, a mostrar em público as coisas que eu produzo. Entretanto, eu sempre tive a impressão que minhas fezes são mais limpas que as dos outros.”

Todo seu prazer corria o risco de ser aniquilado caso fosse o parceiro que tomasse a dianteira. Quer dizer, se seu parceiro pedisse que João defecasse nele. “Nesta situação, ele disse, sou tomado por uma grande angústia, pois tenho a impressão que estou fazendo isto para ele e não para meu próprio prazer.” Uma fantasia de “impotência fecal” aparecia quando ele tinha problemas intestinas pois em tais circunstâncias, “minhas fezes podem estar líquidas. E aí, não tenho nenhum controle sobre elas. Quando está sólida, pode-se controlá-la e limpá-la. Ela é limpa. Mas a merda líquida escorre por toda parte. É impossível limpá-la.”

Um dia ele chega muito agitado, e angustiado: tinha-se apaixonado pela primeira vez. Esta relação aconteceu durante as férias de verão.


Discussão

A análise permitiu a João de elaborar as fantasias subjacentes as suas práticas sexuais e de se libertar de seu jugo. Por exemplo, ele compreendeu que torturar o pênis do parceiro era uma maneira de se vingar, e ao mesmo tempo de se defender, de seu pai e dos homens em geral. O pênis, objeto parcial, foi transformado, por condensação e deslocamento, em objeto total, ao mesmo tempo idealizado e percecutório: controlando-o ele podia, finalmente, possedê-lo.

Ele associou sua angústia face a demanda escatofílica de seu parceiro aos momentos quando, ainda criança, sua mãe o acompanhava ao banheiro, que se encontrava fora da casa, para seu “cocô matinal”. Sua mãe, o esperava de fora e, às vezes, reclamava do frio que fazia. João se sentia então obrigado a fazer um grande esforço para evacuar rapidamente “toda minha sujeira para deixar minha mãe contente” e também para que ela pudesse, em seguida, utilizar o toalete. “Que coisa mais doida, disse, não era eu que tinha vontade de fazer cocô, era minha mãe!” Sua fezes, assim como tudo que ele produzia – sua capacidade de amar, de ser amado – tudo isto era sujo. Por associação, o interior de seu corpo era também sujo.

Sua análise revelou que, para João, toda esta sujeira vinha de sua mãe, ou melhor de seu interior. Mas, João, que esteve no interior daquele corpo não seria ele também sujo? De fato, isto constituía uma fantasia fundamental para ele. A partir daí, ele compreendeu que as “scato parties” às quais ele participava tinham por objetivo, dentre outros, o de saber se aquilo que ele produzia era mais sujo que os produtos dos outros. Quanto às fezes líquidas, tão temidas, João as associou, através de sonhos e de devaneios, ao leite maternal que, segundo ele, nunca o alimentara realmente pois “este leite que vinha do interior do corpo de minha mãe era seguramente sujo.”

O fato que João achasse que suas fezes eram mais limpas que as dos outros indica que ainda que a relação com sua mãe não tenha sido “suficientemente boa”(4), João pôde, ao menos obter o mínimo de afeto necessário, evitando assim arranjos psíquicos mais catastróficos.

A erotização das fezes, e seu contrário, o excesso de limpeza, criaram entre João e sua mãe uma território privilegiado de trocas sem que, no entanto, as fezes tenham sido transformadas em objeto fetiche.(5)

A medida que João compreendia os significados inconscientes de suas práticas sexuais, estas últimas tornaram-se menos compulsivas e ele pode encontrar outras formas de prazer em suas relações. A angústia que sentiu quando se apaixonou pela primeira vez, foi associada ao fato que foi-lhe muito difícil se reconhecer em sua nova vida sexual: a fantasia subjacente era que ao mudar sua sexualidade, ele correria o risco de perdê-la completamente. Ao mesmo tempo, as associações à partir de seu relacionamento amoroso que começou quando eu “o abandonei” para sair de férias, permitiu-lhe elaborar sua raiva em relação a seu pai que, também, o abandonara.

Finalmente, o afeto que se manifestava em forma de angústia ligado ao medo de mudanças, de não mais se reconhecer, enfim, de perder suas referências identificatórias, pôde ser lentamente reinvestido em relações afetivas mais estáveis, menos persecutórias permitindo, ao mesmo tempo, um aumento de investimentos não erotizados.


Manifestações da sexualidade

A economia libidinal do ser humano, assim como as manifestações da sexualidade – a maneira como cada sujeito leva concretamente sua vida sexual – é o resultado de um longo percurso pulsional que repousa sobre as relações – sempre em movimento – estabelecidas entre as identificações ao pai e à mãe.(6) É isso que permitirá ao sujeito investir libidinalmente, de maneira manifesta ou latente, os objetos dos dois sexos, de criar imaginariamente o fantasma do sexo que ele não possui, assim como de construir a representação psíquica de corpo próprio.(7) O que se pode chamar de “saúde psíquica” reside no equilíbrio dinâmico das tendências pulsionais homossexuais e heterossexuais; a dissociação, ou a denegação, desses elementos pode levar a graves distúrbios. “Em todos nós, no decorrer da vida, escreve Freud, a libido oscila normalmente entre objetos masculinos e femininos.”(8)

A identidade sexual representa uma criação particular e única que cada sujeito tem que fazer na tentativa de dar soluções aos conflitos – reais ou imaginários – presentes desde o início da vida, uma forma de escapar ao sofrimento psíquico(9): não podemos compreender as construções identitárias, sem levar em conta o equilíbrio singular de cada sujeito. As diversas manifestações da sexualidade, por mais sintomáticas que possam parecer, são parte integrante do sentimento de identidade sexual. Isso não exclui, entretanto, a possibilidade de que a sexualidade possa ter um uso defensivo. Ou seja, uma prática sexual compulsiva, ou seu oposto uma total falta de sexualidade, pode constituir uma defesa contra o perigo de se entrar em contato com representações inconscientes cujos conteúdos são potencialmente depressivos.
Se certas manifestações da sexualidade podem surpreender por seu caráter insólito, a análise de tais práticas mostram que estas “invenções” são, no fundo, rearranjos de velhos conflitos que, quando criança, o sujeito teve que enfrentar em suas primeiras trocas com o mundo.

Quando a libido se fixa nestes pontos conflituais, a sexualidade infantil se perpetua, de forma que a sexualidade adulta torna-se uma repetição empobrecida da infantil. A angústia que então se manifesta, reduz consideravelmente as possibilidades relacionais do sujeito assim como sua capacidade sublinatória.

 

Notas Bibliográficas:

McDOUGALL, J., As múltiplas faces de Eros, Rio de Janeiro, Martins Fontes, 1997, p. 188.
FREUD, S., Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905). Vol VII, E. S. B., , 1972.
MASSON, J., A correspondência completa Freud-Fliess, 1887-1904. Rio de Janeiro, Imago, 1986, 213.
WINNICOTT, D., W., Collected Papers, London, Tavistock Publications, 1958.
STEWART, S., “Quelques aspects théoriques du fétichisme”, in La sexualité perverse, Paris, Payot, 1972.
CECCARELLI, P. R. “A construção da Masculinidade”, Percurso 19, São Paulo: Sedes Sapientiae, 1998
CECCARELLI, P. R. “Os destinos do Corpo”, in Psicossoma II. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998..
FREUD, S., A psicogênese de um caso de homossexualismo numa mulher (1920). Vol XVIII, E. S. B., 1976, p. 196.
McDOUGALL,J.,As múltiplas faces de Eros, Rio de Janeiro,MartinsFontes, 1997


Paulo Roberto Ceccarelli*

e-mail: pr@ceccarelli.psc.br

* Psicólogo; psicanalista; Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII; Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental; Membro da “Société de Psychanalyse Freudienne”, Paris, França; Consultor científico (Editorial Reader) do “International Forum of Psychoanalysis”; Membro do Conselho Científico da Revista Psychê; Membro do Conselho Científico da Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental; Membro Fundador da ONG TVer; Vice-presidente do TVer-MG; Professor Adjunto III no Departamento de Psicologia da PUC-MG; Conselheiro Efetivo do X Plenário do Conselho Regional de Psicologia da Quarta Região (CRP/O4).


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