IDENTIDADE E INSTITUIÇÃO PSICANALÍTICA

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in Boletim de Novidades da Livraria Pulsional, São Paulo, ano XII, 125, 49-56, set.,1999


“A ambivalência emocional, no sentido próprio da expressão – ou seja a existência simultânea de amor e ódio para com os mesmos objetos – jaz na raiz de muitas instituições culturais importantes”.
Sigmund Freud



Introdução

Como sabemos, no começo de seu trabalho Freud acreditou que a elucidação dos sintomas neuróticos daria ao ser humano em sofrimento acesso à verdade de seu desejo, restituindo-lhe a paz.

Entretanto, tal esperança revelou-se vã quando ele constata a impossibilidade de rememoração da «cena primitiva» na análise de seu famoso paciente que passou para a história como “O homem dos Lobos”. Freud é então levado a circunscrever um buraco no saber inconsciente que traduz uma falha estrutural da representação. Aí é elaborada a noção de “recalque originário” (Urverdrãngung) que postula a existência de uma representação irredutível recalcada em sua origem; um ponto de amarra da pulsão(2). Este “defeito estrutural” funciona como ponto de arrimo para o desenrolar das representação secundárias presentes no discurso.

Juntamente com a noção de recalque originário Freud elabora um outro axioma metapsicológico que será anunciado em “As pulsão e seus destinos”. Segundo este axioma, o homem teria, em sua origem, uma relação de in-diferenciação com o mundo externo onde este último “não é catexizado com interesse, sendo indiferente aos propósitos de satisfação” (3). Neste estado de narcisismo, ao qual o sujeito jamais renunciará, o eu seria capaz de satisfazer as exigências pulsionais. Esta forma auto-erótica de obter satisfação é inicialmente perturbada pelo o mundo externo; em seguida, o desprazer (Unlust ) é causado pelas excitações internas que as necessidades vitais suscitam. O desprazer gerado por essas excitações, cuja fontes são imprecisas, é experienciado pelo sujeito como um objeto estrangeiro a si mesmo (fremdes Objekt), gerador de ódio. Este “objeto interno-estrangeiro” que o homem traz em si poderá ser reativado a partir de excitações do mundo externo, e ser vivenciado pelo sujeito como uma ameaça ao seu narcisismo.

Mais tarde, em O mal-estar na Civilização , Freud retoma a questão da in-diferenciação com ao mundo externo, ao dizer que o “sentimento oceânico” – um sentimento de infinito – defendido por Romain Rolland, nada mais é que uma reminiscência do “eu-real” original, sem corte, sem borda, sem temporalidade. Para Freud, a vida do homem só é possível se ele renuncia ao narcisismo para entrar no mundo do limite, ou seja da castração e da morte. Entretanto, uma tal renúncia nunca é completa: a convicção de que, logo no início da vida, algo foi-nos roubado, que nada, nenhuma gratificação será uma indenização à altura do objeto primordial perdido, é uma constatação que se traduz pela reivindicação universal, que pode ser patológica em alguns casos, de que a comunidade não nos dá nunca aquilo que nos é de direito; que recebemos apenas falsos substitutos.

Temos aqui o primeiro ponto que gostaria de insistir para o que se seguirá neste trabalho: tanto as imposições do mundo externo quanto às do “objeto-interno-estrangeiro” que, como vimos, perturba a indiferença primordial, lançam para o sujeito humano aquilo que há de mais insuportável: a questão da diferença; o diferente, o outro, o estrangeiro interno-externo são experimentados como ameaças narcísicas, e provas da castração que devem as vezes, a todo custo, ser mantidas afastadas.

A civilização humana tal como descrita em Totem e Tabu origina-se, vale lembrar, no mito darwiniano de uma horda primitiva na qual seus membros eram submissos à vontade sem limites de um pai selvagem que lhes interditava as mulheres, castrava-os e os bania.

Se, por um lado, a revolta dos filhos que culminou no assassinato deste tirano – “o crime principal e primevo da humanidade” (4) – pôs fim ao gozo do Pai, por outro lado, a “união” entre os irmãos que se seguiu é logo ameaçada pelas reivindicações individuais narcísicas que se opõem às pretensões da comunidade. Instala-se, a partir daí, a dialética que comandará todo o desenvolvimento posterior da civilização, e que se traduz pelas duas tendências antagonistas do ser humano: se constituir como “um”, ou seja, unir-se em comunidade e, por outro lado, manter os privilégios de ser “Um”, quer dizer, ocupar o lugar do pai da horda. Segue-se uma perspectiva nada alentadora: os homens não podem nem suportar a civilização, nem viver sem ela; eles têm que viver juntos… separadamente; são aqui postulados os germes do Mal-estar na Civilização . Além disso, o assassinato do pai em Totem e Tabu constitui a imaginarização do recalcamento originário (Urverdrängung), dando origem a figura de Deus que é o primeiro avatar, que se apresenta ao sujeito, do pai morto.

Num segundo momento, este lugar do pai primevo será preenchido pelo líder, pelo mentor, pelo discurso do poder, por uma teoria, e pelas tantas outras formas que os ideais encarnam. Além disso, é justamente em virtude do conflito entre “um” e “Um” que sanções sociais e atos de autoridade podem ser vividos como atentados ao narcisismo. Ou seja, no inconsciente dos homens, as exigências e renuncias impostas pela civilização são experiênciadas como violências do pai primevo.

Tais considerações lançam as bases para o que eu gostaria de abordar hoje: a questão da identidade na instituição psicanalítica.

O problema de definir a identidade de uma instituição psicanalítica, problema aparentemente insolúvel, constitui um dos mais antigos debates, gerador de cisões e discórdia, motivos de rompimentos e impasses. Entretanto, este infindável e cansativo debate parece esquecer-se – sintomaticamente? – de definir sua própria base: o que é identidade?

Em um texto anterior (5), tive oportunidade de discutir o problema da identidade para compreendê-lo como o “resultado consciente” dos processos inconscientes de identificação. Tais processos – a partir dos quais a identidade se constitui – podem ser considerados como uma espécie de pano de fundo cuja base é composta pelos conteúdos do recalcado. Desta forma, na perspectiva da psicanálise, a questão identitária não pode ser tratada sem levar em conta a noção de identificação: por falta de identidade, o ser humano é “condenado” à identificação.

Logo o paradoxo instala-se: se a identidade só pode ser pensada de forma dinâmica, por ser dependente dos processos identificatórios, como querer definir a identidade de uma instituição? Ainda mais de uma instituição psicanalítica?

Mas a pergunta insiste na forma do retorno do recalcado pois esta questão tem acompanhado toda a história da psicanálise. O número de criações e de dissoluções de Sociedade psicanalíticas desde do tempo de Freud tem sido espantoso (6). Sem falar naquelas instituições que acreditam, de forma as vezes perversa, ser as únicas que, de fato, “ensinam” psicanálise.

Para tentar compreender este estado de coisas, dois conceitos têm que ser convocados: o de inconsciente e o de transferência. Não tratarei neste trabalho, um outro aspecto da questão que mereceria, por si só, todo um estudo: a questão do poder nas instituições.


A invenção do inconsciente

Sem dúvida, a grande contribuição de Freud, que modificou o pensamento ocidental, deslocou o homem de seu eixo narcísico – penso logo existo – indicando que há um outro que o comanda, foi a invenção do inconsciente. Se prefiro a palavra invenção, ao invés de descoberta, é por entender que embora os fenômenos observados por Freud não constituíssem em si nenhuma novidade, o conjunto de princípios fundamentais que ele apresenta para explicá-los constitui, como toda teoria, uma criação. Ou seja, ainda que Freud desloque o epicentro destes fenômenos para uma outra cena com leis próprias, o sistema de idéias que ele propõe para compreender o funcionamento desta outra cena, constitui uma invenção na medida em que o inconsciente propriamente dito continua inacessível. Em suma: Freud não descobriu o inconsciente; sua grande genialidade foi de inventar uma teoria – a teoria psicanalítica – cujos pressupostos permitem compreender a alma humana e dar sentido a certos fenômenos psíquicos até então obscuros (7). A conseqüência disto foi, de em certa medida, aliviar o sofrimento – o sintoma que consume inutilmente energia – transformando o sofrimento neurótico na miséria humana cotidiana: sofrer com o que é sofrível, e não sofrer para gozar. E se hoje utilizamos o método psicanalítico para tentar analisar e compreender après coup fenômenos psíquicos que ocorreram numa época historicamente anterior à introdução da psicanálise, não podemos nos esquecer que só podemos fazê-lo depois que dispomos da teoria psicanalítica.

O pressuposto fundamental do inconsciente é a base mesmo da psicanálise sem a qual não estamos mais falando de psicanálise, e qualquer teoria que se reclame psicanalítica leva em conta o conceito de inconsciente. Ainda que Lacan(8) pense o inconsciente de outra forma, nem por isto ele abre mão deste conceito fundador da teoria. Assim, por mais desacordos que existam entre determinados pressupostos das diferentes teorias – kleinianas, winnicottianas, bionianas, lacanianas, para citar apenas as mais conhecidas cada uma com a sua “metapsicologia de bolso” – todas concordam quanto à existência do inconsciente. Todas são unânimes ao afirmar que existe um “aparelho da alma” (seelischer Appart), que nos governa, que possui leis próprias, do qual só podemos perceber seus efeitos. Talvez tenha sido Lacan quem melhor teorizou sobre este ponto ao propor o conceito de “real”: aquilo a que jamais se tem acesso direto; que só se define em relação ao simbólico e ao imaginário. Posição esta, aliás, já discutida pelos filósofos: a caverna de Platão, o mundo das idéias de Kant…

Se o inconsciente nos escapa sempre, se não se tem acesso ao real, resta-nos criar teorias que dêem conta de suas manifestações. Deste ponto de vista, as diferentes teorias psicanalíticas nada mais são do que possíveis leituras do real. E mais ainda: cada um ao ler sobre uma teoria vai, necessariamente, interpretá-la criando, assim, uma nova leitura do real.

É a possibilidade de diversas leituras que permite a existência do discurso científico, do discurso místico, do discurso religioso, do político, etc. Tais discursos propõem, cada um dentro de seu referencial epistemológico, diferentes construções da realidade. O que caracteriza o discurso científico é a possibilidade de por em dúvida a certeza sobre a qual determinada enunciação repousa.
Entretanto, quando um discurso não suporta críticas, quando os conceitos teóricos que o sustentam transformam-se em dogmas, o discurso transforma-se em religião, e seus pressupostos em leis. (Religião do latim “re-ligare” religar com Deus, ou com aquele que ditou, ou escreveu a teoria.)

Rapidamente a ordem clerical instala-se: temos o representante máximo, aquele que sabe exatamente o que o mestre quis dizer em determinada passagem; os sacerdotes, sempre prontos a repetir a palavra do sumo-pontífice e a zelar para que todos rezem na mesma cartilha e falem a mesma língua, sob pena de ex-comunhão e, não menos importante, os discípulos, verdadeiros apóstolos da nova fé, incumbidos de divulgar a boa-nova. Neste dogmatismo, qualquer atividade crítica é severamente punida. Aqui, o aforismo freudiano, segundo o qual a onipotência do pai primevo, compatível com o seu ódio, é incompatível com o amor que o recalcamento substitui ao ódio para forjar a figura de Deus, aparece em toda sua dimensão: Deus pune os seus eleitos porque Ele os ama. Traduzindo: se você não comunga com os ditames desta comunidade, então não faz parte dos eleitos.


Da transferência 

Sabemos da importância do conceito de transferência na teoria psicanalítica: é devido a este fenômeno que a situação analítica pode instalar-se e o trabalho de análise acontecer. Talvez não seja excessivo dizer que toda relação – que esta seja pessoal ou social, religiosa ou política, intelectual etc. – seja modulada e mantida graças aos fenômenos transferênciais.

Se somos animais de horda conduzidos por um chefe (9), nos agrupamos segunda a forma de pensamento – que aqui ocupa o lugar do chefe – que nos parece a mais “correta”. Mas, mais correta em relação a quê? Em relação aos modelos que, transferencialmente, melhor confortam nossas angústias. Podemos então falar de objetos internos, significantes constitutivos do sujeito, elementos alfa e beta, objetos transicionais. O que está em jogo aqui é a transferência para a teoria que melhor descreve nosso mito individual. Reagrupados em torno dela, criamos instituições que a utilizam em sua base teórico-clínica na tentativa de explicar o inexplicável, de dizer o indizível; porém nos esquecemos, as vezes, que a transferência é um investimento imaginário.

Aparece então uma outra leitura do real, um outra teoria, que diz outras coisas, ameaça nossas crenças, questiona nossas posições e reativa velhas angústia. Tomados por um sentimento de estranheza (Unheimlich) que se produz “quando os complexos infantis que haviam sido recalcados revivem mais uma vez” (10)apressamo-nos, muitas vezes, a rejeitar estas posições, repudiamos sua teorização pois nos sentimos ameaçados em nossas certezas. Entretanto, por nomearmo-nos analistas não deveríamos ser os primeiros a reconhecer que a certeza é uma ilusão? Aferrar-se à uma teoria é substituir a figura de Deus, primeiro destino que se apresenta ao homem após a morte do pai da horda, por uma crença ilusória – no sentido freudiano do termo. Crença esta que expressa a reivindicação narcísica de cada um para manter a “convicção” de ser o filho amado do pai. É esta mesma convicção que funda a religião, e sobretudo na três grandes religiões monoteístas, onde a comunidade religiosa é sustentada pela convicção de seus membros de serem os filhos preferidos, objeto de amor exclusivo do pai.

Prender-se a uma teoria como a uma verdade incontestável é limitar-se à dimensão imaginária da transferência; é esquecer que tudo que vem do inconsciente, no dialeto que lhe é próprio, vai além da teoria e a contesta. Ignorar este postulado equivale a entravar o movimento transferencial e esquecer que a psicanálise é uma tentativa de conceituação do fantasma e do desejo.

 

A polis psicanalítica

Uma instituição que se diz psicanalítica deve ser um local que suporte a tensão de diversos discursos. Ainda que determinados membros simpatizantes (transferência) de uma teoria X não freqüente os debates científicos daqueles simpatizantes (transferência) da teoria Y, a instituição deve garantir o espaço e o direito a palavra, para que as diversas posições teórico-clinicas coexistam. O que está em jogo aqui é aquilo que está sempre presente quando tentamos tratar as questões identitárias, aquilo que há de mais insuportável: a questão da diferença. Ao buscarmos a identidade, encontramos as diferenças, o que provoca o retorno de angústias infantis ligadas ao reconhecimento da diferença dos sexos. A identidade como forma de anular a diferença mostra-se tão frágil que tem que ser rigidamente controlada pelos mais diversos expedientes para que a ilusão – a ilusão identitária – seja mantida.

Admitir que o outro pense diferente, é admitir que existe outra, ou outras, leituras do real, o que, para alguns, equivale a cutucar com agulha fina a ferida sempre aberta da castração, reativando angústias que nos remete a dimensão da morte. Negar a diferença é persistir numa posição narcísica onde o outro, o que não pensa como eu, o estrangeiro, transforma-se em inimigo.

Fechar-se numa posição, não ler nada externo a um determinado referencial ou aquilo que o mestre mandar – a não ser para criticar – é um mecanismo antigo que consiste em manter fora do psiquismo o que nos ameaça de dentro. Este mecanismo de defesa, cuja função na economia psíquica é a de criar uma barreira contra aquilo que deve, a todo custo, ser afastado da consciência, pode também ser chamado de preconceito.

Querer que todos participem com igual interesse a todos os debates da polis analítica é o mesmo, no sentido inverso, que a obrigação de falar apenas uma linguagem.

Risco de não nos comunicarmos? Sim, mas este é um risco presente em qualquer situação onde o simbólico, a linguagem, é a moeda de troca. Querer que só uma linguagem seja falada é impor ao outro, aos membros da Sociedade, um sistema único de leitura, o que constitui uma perversão.

É assim que certas posturas teóricas que se reivindicam detentoras da Verdade e cuja preocupação central é de encaixar o sujeito numa categoria de diagnóstico, certas práticas clínicas daí advindas com conseqüências por vezes catastróficas na relação transferencial, determinadas atitudes supostas psicanalíticas que traduzem um embotamento de qualquer atividade crítica e outros tantos fatos da observação cotidiana, tudo isto mostra a força da transferência e conforta a idéia dos efeitos hipnóticos perversos que as identificações aos ideais podem provocar. Não podemos nos esquecer que, em razão da sexualidade, o infantil continua presente em todos nós, o que torna a via da satisfação em direção a um outro – líder, tirano, mestre, teoria que se transforma em dogma – sempre aberta.

Idealmente então, insisto no idealmente pois sabemos o quanto a teoria na prática é outra, um instituição psicanalítica deveria caracterizar-se pelo pilar comum que é a crença no inconsciente, e suportar aqueles que, tendo em comum este ponto, façam diferentes leituras a partir daí. Aqui, outra a máxima de Freud se justifica: “A civilização se constitui sob o conflito”.

Resta saber se é possível sustentar a tensão gerada pela equação “identidade X singularidade”. Ou seja, como a singularidade de cada um pode ser garantida pela instituição? como um psicanalista, com a identidade que lhe é própria, pode pertencer a uma instituição?


Bibliografia

1 – Texto apresentado no IV Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. São Paulo, 23 à 25 de abril de 1999. Parte deste texto foi publicada em “Psicanalítica”, Recife, ano Vi, 6, 111-118, 1998.
2 – S. Freud, “A Repressão”, E.S.B., XIV, 171.
3 – S. Freud, “Os instintos e suas vicissitudes”, E.S.B., XIV, 157.
4 – S. Freud., (1928) “Dostoievski e o parricídio”, E.S.B., vol. XXI, p. 211.
5 – P. R. Ceccarelli, “Mal-estar na identificação”, in Boletim de Novidades da Livraria Pulsional, nº 93, São Paulo, 1997, p. 37-46.
6 – Este fenômeno é endêmico nas sociedades lacanianas onde cada uma reivindica a certeza de possuir a leitura Verdadeira do que o Mestre quis dizer. Muitas vezes as dissoluções ocorrem quando este ponto é questionado, o que é vivido como um “abalo identitário”.
7- Da mesma forma as leis de Newton, e mais tarde as teorias de Einstein, apoiadas pela “precisão” da matemática permitiram de ler e explicar, e mesmo prever, determinados fenômenos do mundo real. Entretanto, como bem o mostra a História do Conhecimento, uma teoria de grande sucesso pode rapidamente ser substituída tão logo uma outra apresente um maior alcance teórico-prático.
8 – J. Lacan, “Subversion du sujet e dialectique du désir”, in Ecrits, Seuil, 1966.
9 – S. Freud, (1921) ” Psicologia de grupo e análise do ego”, E.S.B. XVIII, 154.
10 – S. Freud, (1919) ” O estranho”, E.S.B. XVII, 310.


Paulo Roberto Ceccarelli*

e-mail: pr@ceccarelli.psc.br

* Psicólogo; psicanalista; Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII; Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental; Sócio do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais; Membro da “Société de Psychanalyse Freudienne”, Paris, França;Membro Fundador da ONG TVer; Vice-presidente do TVer-MG; Professor Adjunto III no Departamento de Psicologia da PUC-MG (graduação e pós-graduação); Conselheiro Efetivo do X Plenário do Conselho Regional de Psicologia da Quarta Região (CRP/O4).


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