INTERNET E PORNOGRAFIA: NOTAS PSICANALÍTICAS SOBRE OS DEVANEIOS ERÓTICOS NA REDE MUNDIAL DE DADOS DIGITAIS

in Reverso, Revista do Círculo Psicanalítico de MG, 37, 70, 16-22, out. 2015


Alberto Ribeiro Neto

Paulo Roberto Ceccarelli


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I

Podemos dizer que o novo fenômeno chamado “conexões virtuais” perpetuou mudanças consideráveis no uso da pornografia, moldando a indústria pornográfica e atingindo diretamente a relação dos usuários com a pornografia, tanto quanto seu consumo.

A internet se tornou responsável por um compartilhamento de informação jamais visto, com possibilidade de conectar indivíduos das mais variadas localidades, com velocidade surpreendente, por meio das comunidades virtuais em seus mais diversos modos. Por isso, acreditamos que a pornografia na rede virtual representa um fenômeno cultural típico dos nossos tempos e pouco mapeado.

A pornografia sempre existiu. E embora a internet seja apenas mais um meio para veiculação de conteúdos pornográficos, ela se tornou, em nossos tempos, reduto do conteúdo pornográfico privilegiado, proporcionando vantagens e facilitações.

Uma das maiores vantagens no consumo de pornografia com o advento da internet é a facilidade com que pode se ter acesso aos conteúdos pornográficos. Antes esse consumo era realizado por outras vias onde a privacidade do sujeito em questão nem sempre era resguardada, tendo em vista que a pornografia em nossa sociedade é estigmatizada como algo moralmente condenável (sujo e obsceno). Outra vantagem seria a facilidade na procura de gêneros e estilos específicos dentro do pornô.

A internet propicia “resguardar” a privacidade do usuário, permitindo o total anonimato dos seus consumidores, deixando-os livres das exposições em espaço público. O clube de alugar vídeos, as bancas de revistas, os cinemas, todos os lugares socialmente estereotipados pela moral, foram rapidamente descartados por formas mais privadas de acesso a produtos pornográficos, longe da vigilância de testemunhas.

Como, então, poderíamos compreender a necessidade da pornografia de resguardar a privacidade do usuário? Como poderíamos entender a condenação social e moral da pornografia em nossa sociedade e seu estereótipo de ser algo sujo e obsceno?

Do ponto de vista da psicanálise, podemos pensar que, ao mostrar diretamente as mais variadas formas pelas quais a sexualidade se expressa inclusive às perversas, a pornografia expõe ao observador suas próprias fantasias mais recalcadas.

A pornografia provocaria um forte estímulo sexual, que na maioria das vezes é imediatamente reprimido/recalcado, dando margem ao aparecimento de formações reativas: a repugnância e o asco.

Nessa perspectiva, conseguimos entender melhor a condenação social da pornografia e sua função de evocar o recalcado, que imediatamente é sucedido por formações reativas ou substitutas, que agem como respostas conscientes aos estímulos provocados pela pornografia.

Se, segundo Freud (1905), a sexualidade humana é composta de pulsões parciais e perversas – orais, anais, voyeuristas, exibicionistas, sádicas, masoquistas e tantas outras constantemente solicitadas para que a tensão diminua – todos nós temos potencialidades tanto para perpetrar atos pornográficos, quanto para ser seduzidos por eles.

Ao mesmo tempo, torna-se importante compreender o contexto do qual o que chamamos de pornografia faz parte, pois ela é tributária da moral sexual de uma determinada cultura. Assim, as tentativas de compreensão das significações e utilizações da pornografia no Ocidente devem levar em conta a moral sexual ocidental.

Da mesma forma que a “vida sexual” e o sofrimento psíquico de uma dada sociedade e de seus membros só podem ser devidamente avaliados a partir dos valores ético-morais da sociedade em questão (os ideais sociais constitutivos do supereu), os movimentos pulsionais presentes nas diversas expressões da sexualidade devem ser entendidos como tributários destes mesmos valores (Freud, [1930] 1974).

A moral ocidental cria padrões de comportamento sexual, incentivando a criação de soluções como possibilidades de satisfação. Assim, o recurso à pornografia deve ser entendido na particularidade da relação entre a cena dita pornográfica e os movimentos pulsionais inconscientes daquele que é captado pela cena.

A partir do momento em que uma cultura dita os padrões “normais” de comportamento sexual, essa mesma cultura incentiva à produção de soluções marginais como possiblidades de se escapar àquilo que para Freud constitui uma grande injustiça social: exigir de todos

[…] uma idêntica conduta sexual, conduta esta que pode ser observada sem dificuldades por alguns indivíduos, graças às suas organizações, mas que impõe a outros os mais pesados sacrifícios psíquicos. Entretanto, na realidade, essa injustiça é geralmente sanada pela desobediência às junções morais (Freud, [1908] 1974, p. 177).

Nessa perspectiva, a pornografia pode ser entendida com uma forma de escapar a essa “injustiça”. Uma solução psíquica em resposta aos efeitos repressores da sexualidade que, por terem sido coibidos, encontraram na pornografia um modo de descarga de moções sexuais.

A ‘solução pornográfica’, chamemo-la assim, permite a realização de fantasias e desejos que, por terem sido coibidos pela moral, tornaram-se ainda mais intensos (Ceccarelli, 2011, p. 6).

II

Por que a pornografia seria uma via de descarga confiável para o sujeito? Apoiados na psicanálise, podemos dizer que, quando a afetividade está ausente, a pornografia pode ser uma ‘opção’ de satisfação, embora puramente para a descarga da excitação.

Nesse caso, as solicitações pornográficas servem para dar vazão às tensões internas, sobretudo agressivas, pois o acesso ao universo fantasmático está, por algum motivo, bloqueado ou proibido.

Quando o apelo à pornografia é a única possibilidade de satisfação, quando o sujeito não dispõe de recursos psíquicos para vivenciar, em uma mesma relação, o erotismo e o afeto, a relação de objeto é eliminada.

Por outro lado, o material pornográfico tem vida curta, pois tudo aquilo cuja única função é promover a excitação torna-se facilmente enfadonho, o que leva à busca de novas “pornografias” para apoiar a “nova” excitação que surgirá (a pulsão é uma força constante) (Ceccarelli, 2011).

A excitação sexual que a pornografia encontra tem semelhanças com a questão da masturbação: embora essa atividade sexual possa ser realizada sem a presença de outro, esse outro dá suporte às fantasias masturbatórias.

Se o mundo fantasmático do sujeito for de difícil acesso, sentido como ameaçador ou proibido, a pornografia pode ser um expediente oportuno que, além de aliviar a tensão interna, propicia a vivência da sexualidade que, inconscientemente, protege tanto o sujeito quando o(a) “parceiro(a) fantasiado(a)” de moções pulsionais fantasmaticamente sentidas como incestuosas e/ou destrutivas. “A pornografia é o erotismo esvaziado de afeto” (Cecarelli, 2004, p. 66).

Nosso pensamento encontra ressonâncias em dois textos freudianos nos quais se discute a forma de amar dos homens: Um tipo especial de escolha de objeto feita pelos homens (1910) e Sobre a tendência universal à depreciação na esfera do amor (1912). Neles Freud trabalha as correntes afetiva e sensual no investimento amoroso empreendido pelos homens.

Freud ([1912] 1974) separa a corrente afetiva da sensual, a partir da análise empreendida da impotência sexual masculina, um sintoma que seria referente à escolha do objeto empreendida e as ligações de ternura e depreciação ao objeto.

Nesses dois textos, ele argumenta que os homens em sua maioria não conseguem unir o amor (afeto) e o desejo (sensual) no mesmo objeto.

Quando existem sentimentos de ternura em relação ao objeto e sua supervalorização psíquica, os desejos sexuais masculinos tendem a ser mais fracos.

Quando, ao contrário, há forte ligação libidinal (sensual) com o objeto, as fontes de ternura tendem a não existir. Então, a ternura estaria ligada à supervalorização do objeto, enquanto o erotismo estaria ligado a sua depreciação.

Quando ocorre uma superestimação da mulher, a tendência é o enfraquecimento do desejo, enquanto a depreciação psíquica do objeto é uma condição para emergência do desejo.

Freud ([1912] 1974) usa o exemplo da mulher com quem o homem se casa versus a prostituta, aquela com quem se liga os traços de ternura (esposa), e o outro objeto das ligações eróticas e sensuais (prostituta), realizando, então, uma cisão do objeto amoroso.

Fixações incestuosas estariam no cerne da cisão do objeto amoroso (Freud, [1912] 1974). O recalque da vertente erótica em relação à mãe faria com que a relação com o objeto amado também fosse afetado pelo recalque. Nessa dinâmica pulsional o desejo erótico não pode se ligar ao objeto amado, pois, nesse caso, ele apontaria para o tabu do incesto, tão temido na fase edípica, pelo viés do complexo de castração.

A restrição, assim, se colocou na escolha do objeto. A corrente sensual, que permaneceu ativa, procura apenas objetos que não rememorem as imagens incestuosas que lhe são proibidas; se alguém causa uma impressão que pode levar à sua alta estima psíquica, essa impressão não encontra escoamento em nenhuma excitação sexual, exceto na afeição que não possui efeito erótico. Quando amam, não desejam, e quando desejam, não podem amar. Procuram objetos que não precisam amar, de modo a manter sua sensualidade afastada dos objetos que amam (Freud, [1912] 1974, p. 188).

Ora, se, como vimos, a pornografia mostraria o erótico desvinculado do afetivo, não seria isso o que Freud diz quanto à escolha feita pelo homem na esfera do amor? Nela a escolha do investimento erótico é feita em objetos sem ligações afetivas, algo que não evoque objetos incestuosos e proibidos?

Neste momento cabe-nos colocar a definição etimológica da palavra pornografia, que provém do grego pornographos, que significa literalmente, “escrito sobre a prostituição”. Assim, em seu sentido original, a palavra se refere à descrição da vida, dos costumes e dos hábitos das prostitutas e de seus clientes, e como vimos em Freud, à prostituta é o exemplo do objeto em que o investimento está desvinculado de afeto, proporcionando a vivência da sexualidade sem rememorações dos objetos proibidos. A pornografia seria o relato da vivência dessa forma de sexualidade.

III

O psicanalista Robert Stoller (1924-1991), um dos poucos teóricos da psicanálise que, ao enveredar pelo tema da pornografia, descobre ali uma fonte confiável para a investigação da sexualidade humana. Stoller (1991; 1993) se pergunta sobre o papel da pornografia na vida erótica dos seres humanos e, ao fazê-lo, traz dados etnográficos importantes em pornografia, buscando exemplos e interpretações, que levam constantemente aos problemas da constituição da vida erótica, enlaçando-a com conceitos como de fantasia, perversão e gênero.

Escreveu dois livros que lidam diretamente com a pornografia, realizando entrevistas a partir do método etnográfico com pessoas envolvidas na produção de filmes pornográficos Porn: Myths for the Twentieth Century [Porn: Mitos para o século vinte, 1991[ e Coming Attraction, The Making Of X-rated Video [Atrações a seguir: A criação da indústria pornográfica, 1993]. Além disso, lidou indiretamente com a pornografia nos livros Pain And Passion: A Psychoanalyst Explores the World of S & M [Dor e paixão: psicanalista explora o mundo do Sadomasoquismo, 1991] e Observando a imaginação erótica (1998), onde explora a dinâmica da excitação erótica.

Em seu livro Porn: Myths For The Twentieth Century (1991), explica que a escolha da pornografia empreendida por cada um, retrata a diferença entre as fantasias e os desejos sexuais entre homens e mulheres. Na pornografia heterossexual, revelam-se as fantasias masculinas sobre a sua própria sexualidade, isto é, todas as outras ‘pornografias’ dizem respeito a um estilo próprio de fantasiar.

Por isso, Stoller nos fala de “heterossexualidades” e “homossexualidades” (marcando a pluralidade do fantasiar e das escolhas objetais). Não é à toa que, no prefácio de seu livro Stoller indica a leitura do livro de Linda Williams Hard Core: power, pleasure and the frenzy of the visible (1999), no qual a autora realiza um estudo minucioso em gênero sobre a história dos filmes pornográficos.

A narrativa em pornografia se faz importante como reforçadora de fantasias ou padrões de desejos dos consumidores, servindo como história subjacente ao verdadeiro ‘enredo’, o ato sexual, que visa manter padrões e desejos a ser encenados, provocando excitação no consumidor.

Porém, com as novas formas de organização da indústria pornográfica estamos assistindo, com o advento da internet, às quebras dos modos paradigmáticos de se fazer pornografia. Surge uma incrível variedade de produtos e de novas tendências da indústria pornográfica, acompanhando profundas transformações nas tecnologias de mídia.

A internet conferiu visibilidade e acessibilidade à indústria pornográfica, que assim pôde se reinventar em subgêneros alternativos de produção independente ou mesmo amadora. Em muitos casos, as novas pornografias passaram a desafiar os imperativos estéticos mais comerciais, subvertendo ao mesmo tempo as ideologias.

Significativas parcelas da sua produção contemporânea deixaram de atender às expectativas mais tradicionais da heterossexualidade masculina, dando espaço à constituição espontânea de nichos alternativos de mercado e ao surgimento de novas audiências. As recentes inovações tecnológicas, muitas das quais popularizadas pela vasta e lucrativa indústria pornô, facilitaram tanto a sua produção como o seu acesso por pessoas de contextos socioculturais muito diversos (Ciclitira, 2004).

Trata-se não apenas de avanços tecnológicos, com a melhoria da qualidade de imagens e sons, mas, sobretudo de novas alternativas de criação. Como não é mais necessária uma expertise para utilizar os programas, e a tecnologia se tornou cada vez mais móvel, qualquer pessoa é um produtor em potencial. Daí o crescimento significativo na quantidade de vídeos amadores, o aparecimento de uma série de sites com interação via webcam e, como um efeito interessante desse processo, o fortalecimento de gêneros alternativos ao mainstream, por exemplo, o altporn, o kink (pornografia BDSM e fetichista) e a pornografia feminista (Parreiras, 2012).

Com o uso de webcams, blogs, fotologs, os vídeos amadores, sex tapes ou homemades, qualquer usuário pode vir a se tornar o próprio realizador e divulgador de pornografia na rede. A internet produziu, assim, a maior interatividade entre os usuários, tornando possível que os consumidores de pornografia troquem informações entre si e possam identificar gêneros, estilos e gostos, fazendo com que compartilhem suas preferências e permitindo o encontro de fantasias.

Segundo Stoller (1998, p. 27):

A pornografia é um devaneio publicado. A perversão é um devaneio executado. A pornografia é uma forme frustée de uma perversão. Quando alguém está à procura de excitação, a pornografia tem a vantagem de ser um devaneio confiável: é visível, pode ser examinada repetidas vezes e – por ser produzida para a venda – temos a garantia de que representa um gênero, que é o devaneio preferido de inúmeras pessoas, ou seu produtor perderia dinheiro.

Algumas das ideias do autor, baseadas em sua experiência clínica, mostram que a perversão e a excitação erótica são a forma erótica do ódio e uma fantasia em geral realizada, mas ocasionalmente restrita a um devaneio, ou autoproduzida ou preparada por outrem (pornografia).

A perversão é uma resposta à tentativa de curar os efeitos de traumas, frustrações, conflitos e outras condições dolorosas, com as quais a pessoa não pode lidar sem mudar seu desenvolvimento. A manifestação visível da cura é o enredo da história da perversão, o elenco de personagens com seus papéis determinados, ação, argumentos. O roteiro é, então, representado como um devaneio, na pornografia escolhida ou no mundo real.

Há poucas pessoas que não reconhecem seus roteiros favoritos quando o encontram. Se minhas definições o confundem porque implicam que todo mundo é eroticamente aberrante e a maioria das pessoas, a maior parte do tempo é pelo menos um pouco perversa, que assim seja. Considero, portanto, toda pornografia pequenas perversões, bem como provavelmente todos os devaneios (Stoller, 1998, p. 21).

Para Stoller, algo é pornografia se pretende ser pornográfico, isto é, se excitar. Deve-se rotular como pornografia por sua aspiração, não por seu sucesso. Uma peça de pornografia pode não ser pornográfica, depende de quem está lendo, olhando, escutando.

Como podemos conceituar a pornografia que não excita? Eu faço através das seguintes definições obvias. A pornografia é aquele produto manufaturado com a intenção de produzir excitação erótica. A pornografia é pornográfica quando excita. Nem toda pornografia, portanto, é pornografia para todos (1998, p. 27, grifo do autor).

A pornografia, com suas inovações no modelo virtual, permite que novos roteiros eróticos (devaneios colocados em público) sejam elaborados e reconhecidos por outros usuários como um roteiro representativo de um desejo em comum, abrindo espaço para novas formas de satisfações, fugindo das paradigmáticas formas de representação do prazer, abarcando novos devaneios, gêneros e estilos.


Conclusão

Em nosso percurso, vimos como as inovações tecnológicas vêm possibilitando o consumo privado da pornografia e a criação cada vez maior de novos gêneros e estilos antes marginalizados e agora possíveis mediante a produção independente. São visíveis as alterações que as conexões virtuais vêm proporcionando ao consumo da pornografia.

Buscamos, assim, as possibilidades de uma leitura psicanalítica da pornografia, primeiramente como preferida por sua possibilidade de descarga da sexualidade sem necessidade de vinculação afetiva. Também sinalizamos a maneira como a produção de um roteiro erótico corresponde à tentativa de reformulações dinâmicas das situações traumáticas, as “pornografias” dizem respeito aos estilos de fantasiar de cada um.

E por último, como tributária de uma moral sexual e ponto de evasão dessa mesma moral repressora, cada vez mais caminhamos para soluções perversas, na medida em que as expressões da sexualidade veem sendo estereotipadas: em nome do politicamente correto, estamos assistindo uma verdadeira “patologização da normalidade” (Ceccarelli, 2010). Uma das saídas para esta situação é a pornografia.


Referências

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PARREIRAS, C. Altporn, corpos, categorias e cliques: notas etnográficas sobre pornografia online. Campinas: Cad. Pagu, v. 38, p. 197-222, jun. 2012.

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WILLIAMS, L. Hard Core: Power, Pleasure, and the “Frenzy of the Visible”. Berkeley and Los Angeles: University of California Press, 1999.


Sobre os autores

Alberto Ribeiro Neto

Psicólogo. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) na linha de pesquisa Psicanálise, teoria e clínica. Pesquisador do Laboratório de Psicanálise e Psicopatologia Fundamental da UFPA. Psicanalista em formação no Círculo Psicanalítico de Minas Gerais (CPMG).

E-mail: betoneto451@gmail.com

 

Paulo Roberto Ceccarelli

Psicólogo. Psicanalista. Sócio do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais. Diretor científico do Centro de Atenção à Saúde Mental (CESAME) <www.cesamebh.com.br>. Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris 7 – Diderot. Chercheur associé da Universidade de Paris 7 – Diderot. Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental. Membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia da 4ª Região Minas Gerais/CRP-04. Membro da Société de Psychanalyse Freudienne, Paris. Membro fundador da Rede Internacional de Psicopatologia Transcultural. Pesquisador Associado do LIPIS (PUC-RJ). Pós-doutor por Paris 7 – Diderot. Professor da PUC Minas. Professor e orientador de pesquisa no Mestrado Profissional de Promoção de Saúde e Prevenção da Violência da Faculdade de Medicina da UFMG. Professor e orientador de pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFPA. Membro do Projeto Antártico Brasileiro. Pesquisador do CNPq.

Endereço para correspondência
Rua Rio Grande do Norte, 355/501 – Funcionários
30130-131 – Belo Horizonte – MG
E-mail: paulorcbh@mac.com

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