REALIDADE VIRTUAL VS. REALIDADE PSÍQUICA

in Estudos de Psicanálise – Belo Horizonte, 44, 101-108, dez., 2015

Virtual reality v. Psychical reality

Gessé Duque Ferreira de Oliveira
Paulo Roberto Ceccarelli

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Introdução

Fantasia, em alemão: Phantasie. É o termo para designar a imaginação, não tanto a “faculdade de imaginar” (o Einbildungskraft dos filósofos), mas o mundo imaginário e seus conteúdos, as “imaginações” ou “fantasias” em que se entricheiram, habitualmente, o neurótico e o poeta (Laplanche; Pontalis, 1990, p. 15).

Questionado pela psicanálise, o objetivo central deste artigo é explorar a importância das realidades ditas “virtuais”. Será que deveríamos desconsiderá-las porque as relações virtuais não possuem materialidade? Seriam os comportamentos virtuais duvidosos em sua realidade off-line? Para responder a esses questionamentos, primeiramente discorreremos um pouco sobre o surgimento do conceito de fantasia na obra freudiana e sobre o fenômeno internet e, assim realizar um entrelaçamento sobre realidade virtual e psicanálise.

Os espasmos corporais, as paralisias, a cegueira, entre muitos outros sintomas histéricos, foram fatores que levaram Freud a ter as histéricas como fonte de pesquisa e tratamento (Freud, [1906/1905] 1996). Ao escutá-las, com Breuer, percebeu que o discurso de suas pacientes se dirigia a reminiscências de vivências sexuais infantis de sedução por um adulto.

Esse fato fez com que Freud relacionasse os sintomas histéricos e obsessivos às experiências sexuais que teriam ocorrido na infância e que haviam sido ‘esquecidas’ por suas pacientes. O retorno dessas lembranças, na época da puberdade, causaria os sintomas, e não as vivências propriamente ditas.

[…] tais traumas sexuais devem ter ocorrido em tenra infância, antes da puberdade, e seu conteúdo deve consistir numa irritação real dos órgãos genitais (por processos semelhantes à copulação) (Freud, [1896] 1996, p. 164).

É necessário ressaltar que, nesse período, Freud ([1896b] 1996) acreditava que a histérica e o obsessivo haviam vivenciado realmente uma experiência sexual. Essa primeira teoria do trauma ficou conhecida como teoria da sedução. A ênfase dada a essa teoria apresentava um sujeito passivo frente à sexualidade que seria externa a ele. O pai se torna o personagem principal dessa teoria, e a mãe aparecerá só mais tarde; ele é o acusado de perversão e histerização de suas filhas – de forma geral a sedução ocorria com as mulheres (Ceccarelli, 2001).

Entretanto, Freud ([1886-1889] 1996) passou a não acreditar mais em sua ‘neurótica’ por vários motivos, entre os quais elencamos:

  • sua teoria da sedução não teria mais base sólida, pois deveria haver muito mais pais pervertidos do que histéricas; e
  • no inconsciente não haveria índice de realidade, de modo que não se conseguiria distinguir a verdade da ficção, que é catexizada com afeto, havendo a possibilidade de os pais serem tema da fantasia sexual.

Esse foi um dos primeiros momentos no qual Freud passou a conceber a fantasia.

Estes [os sintomas] já não apareciam como derivados diretos das lembranças recalcadas das experiências infantis, havendo antes, entre os sintomas e as impressões infantis, a interposição das fantasias (ficções mnêmicas) do paciente (produzidas, em sua maior parte, durante os anos da puberdade), que, de um lado, tinham-se construído a partir das lembranças infantis e com base nelas, e, de outro, eram diretamente transformadas nos sintomas (Freud, [1905] 1996, p. 261).

Essa nova perspectiva levou Freud a rever o mecanismo dos sintomas histéricos. Esses sintomas não seriam derivados das lembranças recalcadas das experiências infantis: entre os sintomas e as impressões infantis, existiria a fantasia que fora construída a partir das lembranças infantis, diretamente convertidas em sintomas.

Freud tentava se afastar da justificativa de que a neurose seria causada por fatores constitucionais e hereditários. Mas no momento em que ele percebeu que sua teoria da sedução havia sucumbido, ele se viu em numa encruzilhada: se a sedução como fator caiu por terra, os fatores constitucionais e hereditários teriam de voltar.

Contudo, ele resolve esse dilema numa torção da “disposição neuropática geral” para a “constituição sexual”. Essa concepção teórica de descartar o trauma sexual infantil e conceber o infantilismo da sexualidade foi de fundamental importância, porque o sexual na infância é sempre traumático, e se o sexual é tido como traumático, a própria noção de trauma é excluída (Jorge, 1988).

Realidade psíquica e fantasia

Em Formulações sobre os dois princípios do acontecer psíquico, ao contextualizar a passagem do princípio de prazer ao princípio de realidade, Freud ([1911] 1996) nos revela que um tipo de atividade não se deixou dominar pelo princípio de realidade e ficou submetido apenas ao princípio do prazer: o fantasiar, que já começara com o brincar das crianças e mais tarde prosseguira no devanear adulto. Destaca ainda que é muito estranho que o teste da realidade não tenha nenhuma influência nos processos inconscientes.

Nos processos inconscientes, a realidade do pensar torna-se equivalente à realidade exterior, e o mero desejar já equivale à realização de desejo ou equipara-se até mesmo à ocorrência do evento desejado (Freud, [1911] 1996, p. 69-70).

Freud (1911) percebe que o mundo da fantasia parece estar no quadro opositivo entre o mundo interno, que busca a satisfação ainda que marcada pela ilusão, e o mundo externo, que impõe o princípio da realidade; assim é que nós nos movemos no imaginário, no subjetivo (Laplanche; Pontalis, 1990).

Essa reviravolta em sua teoria é mencionada em Um estudo autobiográfico, no qual Freud ([1924] 1996) alega que esse erro poderia ter consequências fatais para o trabalho analítico. Segundo ele, a maioria de seus pacientes reproduzia cenas infantis nas quais eram sexualmente seduzidos por um adulto e, naquele momento, ele acreditara nessas narrativas como fatos. Aos poucos, contudo, ele foi levado a reconhecer que essas cenas jamais haviam existido: eram fantasias de seus pacientes.

A partir daí, Freud ([1924] 1996) percebe que os sintomas tinham ligação não com os fatos, mas com as fantasias: “[…] no tocante à neurose, a realidade psíquica era de maior importância que a realidade material” (Freud, [1924] 1996, p. 40).

Dessa forma, “[…] gradualmente aprendemos a entender que, no mundo das neuroses, a realidade psíquica é a realidade decisiva” (Freud, [1917] 1996, p. 370).

As fantasias inconscientes estão na origem dos sintomas histéricos, e as fantasias conscientes seriam os sonhos e os devaneios diurnos. E as fantasias conscientes podem se tornar inconscientes ou vice-versa, não sendo redutíveis a um único registro.

A algumas recordações, que raramente estão ausentes da história da infância neurótica, Freud dá o nome de fantasias “originárias” ou “universais”: fantasias da cena primária, da castração e de sedução. Elas almejam responder, respectivamente, ao enigma das origens, da diferença sexual e da sexualidade, embora a base de todas elas seja resolver, dar sentido ao enigma da sexualidade (Cabas, 2005).

Segundo Laplanche (1982, p. 169) a fantasia é entendida como um:

Roteiro imaginário em que o sujeito está presente e que representa, de modo mais ou menos deformado pelos processos defensivos, a realização de um desejo e, em última análise, de um desejo inconsciente. A fantasia apresenta-se sob diversas modalidades: fantasias conscientes ou sonhos diurnos; fantasias inconscientes como as que a psicanálise revela, como estruturas subjacentes a um conteúdo manifesto; fantasias originárias.

Fantasia e internet

Após essa breve digressão sobre o conceito de fantasia na obra freudiana, abordaremos um fenômeno que está cada vez mais presente na sociedade contemporânea: a internet. Essa tecnologia, que se integrou totalmente à paisagem cultural das últimas décadas, pode ser transformada em um ‘estilo de vida’: viver aquilo que sempre se quis, ter os melhores amigos possíveis, ter uma profissão diferente da qual se escolheu, enfim, ser ‘mais feliz’, ou seja, realizar tudo aquilo que sempre se sonhou, sem que a realidade seja levada em conta.

A partir de um computador pode-se construir um avatar, escolher seu sexo, suas características físicas e psicológicas, entre outras coisas, e passar a se relacionar com outros avatares, vivendo em um/num mundo totalmente virtual, em tempo real e sem a barreira da distância.

Para Castells (2003) citado por Ferreira-Lemos (2011), vivemos na era da internet: um grande símbolo de conectividade entre pessoas, computadores e informações. Independentemente do que pensamos sobre a sociedade em rede, ela já está preocupada conosco. Devemos nos lembrar de que, na internet, não temos identidades mas perfis; além disso, ela se insere como uma nova forma de controle. Esses perfis criados serão idealizados e perfeitos.

Há outras formas de se reinventar criando perfis falsos nas redes sociais. Também é possível externar o ódio a uma certa população, etnia ou minorias, como verificamos nas últimas eleições, atrás da tela de um computador, muitas vezes sem se comprometer. Uma das principais características da vida em rede seria, sem dúvida, a miscelânea de possibilidades e o anonimato que ela oferece.

Lanzarin (2000) acredita que nas relações virtuais – aquelas que ultrapassam a presença física – só é possível conhecer o outro a partir da mensagem do destinatário. Logo, a rede possibilita o anonimato, que melhor faz surgir outros habitantes da subjetividade.

Em seu artigo Escritores criativos e devaneios Freud ([1908] 1996) acredita que os primeiros traços do fantasiar já se encontram na infância. Como a atividade predileta da criança é o brincar, já poderíamos compará-la a um escritor, pois ela cria um mundo próprio, reajustando os elementos de seu mundo da forma que lhe agrade.

O escritor faz o mesmo que a criança que brinca: cria um mundo de fantasias, no qual investe bastante, mas consegue diferenciá-lo da realidade. As motivações das fantasias são sempre os desejos insatisfeitos., Toda fantasia é a realização de um desejo, uma correção da realidade insatisfatória.

Diante disso, poderíamos comparar a criança e o escritor àquele internauta que constrói perfis falsos no Facebook ou outros sites, ou que participa de jogos que simulam a vida real, já que eles também, assim como a criança e o escritor, constroem um mundo a partir de seus desejos, mesmo por relacionamentos virtuais, pois tanto a realidade material como a virutal se orientam pela realidade psíquica.

Ceccarelli & Lindenmeyer (2012) nos relembram que na clínica o mais importante a ser observado é a dinâmica psíquica por trás do fenômeno observado. Através do universo fantasístico de quem a anuncia, podemos perceber que há somente uma realidade: a psíquica, mesmo as relações sejam virtuais ou presenciais.

A fantasia, ou melhor, a fantasmática de um indivíduo seria responsável pelos sonhos, pelos sintomas, pelo agir, pelos comportamentos repetitivos, por todo o dinamismo do indivíduo. Ela modela e estrutura o conjunto da vida do indivíduo (Porchat, 2005, p. 25).

Castells acentua a possibilidade de as pessoas assumirem diversas identidades e fantasias em rede, assegurando que, ao contrário da oposição real versus virtual, a prática social da internet é uma extensão da vida como ela é. Dessa forma, a internet não seria um lugar para o qual fugir do mundo real, mas uma própria extensão da vida (Castells, 2003 apud Ferreira-Lemos, 2011).

Busquemos como exemplo o filme Her (traduzido para Ela em português). Theodore (Joaquin Phoenix) compra um novo sistema operacional com inteligência artificial para computador com voz feminina e personalidade, e que pela qual, para sua surpresa, ele acaba se apaixonando. Poderíamos dizer que Theodore não esteve apaixonado por Samantha ou se relacionou com ela (nome do programa de computador dado por ela mesma)?

No início ele fica em dúvida, relatando que ela (Samantha) parece uma pessoa, mas é só uma voz no computador. Quando ele lhe diz: “Não acredito que estou falando com meu computador!”, Samantha lhe responde: “Você está falando comigo!” Um dos fatos mais interessantes no filme é que Samantha parece obcecada para ter um corpo, não Theodore. E, embora ela não tenha um corpo, isso não os impede de se relacionarem sexualmente.

Muito interessante ainda é a profissão de Theodore – escritor de cartas românticas para outras pessoas – numa sociedade na qual impera a utilidade de máquinas, uma sociedade ultratecnológica. Em uma cena, Samantha consegue alguém para se “encarnar” em um corpo para simular uma “relação sexual real” com Theodore, mas é Theodore quem não consegue suportar sua fantasia com ‘aquele’ corpo.

Em determinada altura do filme, o sistema operacional fica fora do ar, e Theodore se desmorona com a falta, a castração, indo ao computador procurar Samantha e, quando não a encontra, sai correndo pelas ruas a sua procura. Logo após ela retorna e diz que se reuniu com outros sistemas operacionais (OS) para uma atualização. Não poderíamos perceber a falta, a angústia ou uma rachadura na fantasia?

 

Considerações finais

A evolução biológica, a aquisição de novos conhecimentos, assim como o progresso tecnológico, em nada contribuem para o “progresso psíquico”. O trabalho de cultura (Kulturarbeit) apenas reatualiza antigas estratégias para lidar com o recalque e a repressão na tentativa, sempre fracassada, de mascarar o mal-estar na cultura (Das Unbehagen en der Kultur):

Os processos constitutivos do Eu se repetem, e os conflitos intra e extrapsíquicos – reivindicações narcísicas, interesses pessoais contra os do grupo – são os mesmos desde a aurora da humanidade: a compulsão à repetição (Ceccarelli, 2009, p. 38).

Nessa perspectiva, do ponto de vista da economia libidinal, as relações virtuais devem ser entendidas como suportes para o fantasiar tais como as brincadeiras infantis e os devaneios. Assim como a realidade psíquica, elas possuem o mesmo estatuto da lógica inconsciente que nos guia, orienta, enfim, que adorna nosso desejo.

Estamos, no fundo, diante de quadro antigo emoldurado diferentemente, com novas camadas de tintas que se superpõem às antigas: um quadro aparentemente novo, sem nenhum vestígio do que foi. Em seu relacionamento, Theodore não estaria experimentando a castração, a falta, o desamparo, a angústia e a incompletude nas ausências de Samantha? Sobretudo quando ela se relaciona com 8.360 pessoas ao mesmo tempo em que fala com ele, ou quando se apaixona por 641 pessoas além dele?

Referências

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PORCHAT, P. Freud e o teste de realidade. São Paulo: Casa do psicólogo/FAPESP, 2005.

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Sobre os autores

Gessé Duque Ferreira de Oliveira

Graduado em Psicologia pela UFMT. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFPA na linha de pesquisa “Psicanálise, Teoria e Clínica”. Pesquisador do Laboratório de Psicanálise e Psicopatologia Fundamental da Universidade Federal do Pará (LPPF/UFPA). Especialista em Gestão em Saúde pela UFMT.

E-mail: gdfo@live.com

 

Paulo Roberto Ceccarelli

Psicólogo. Psicanalista. Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris 7 – Diderot. Pós-doutor por Paris 7 – Diderot. Chercheur associé da Universidade de Paris 7 – Diderot. Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental. Membro fundador da Rede Internacional de Psicopatologia Transcultural. Sócio do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais. Membro da Société de Psychanalyse Freudienne, Paris. Pesquisador Associado do LIPIS (PUC-RJ). Professor Adjunto IV da PUC Minas. Professor e orientador de pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFPA. Professor e orientador de pesquisa no Mestrado Profissional de Promoção de Saúde e Prevenção da Violência da Faculdade de Medicina da UFMG. Diretor científico do Centro de Atenção à Saúde Mental (CESAME) www.cesamebh.com.br.

Membro do Projeto Antártico Brasileiro. Membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia da 4ª. Pesquisador do CNPq.

Homepage: <www.ceccarelli.psc.br>

Endereço para correspondência

E-mail: paulorcbh@mac.com

 

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