ENTRE O EU E O CORPO… UM ESTRANHO: REFLEXÕES SOBRE AS TRANSEXUALIDADES

in Reverso, Revista do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais, ano XXXVII, 69, 113-120, Jun. 2015

 

Ocilene Fernandes Barreto
Paulo Roberto Ceccarelli

 

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Durante o evento A sexualidade, seus caminhos e a “cura gay”, no qual se discutiram direitos e preconceitos contra as variadas formas de expressão da sexualidade, uma das componentes da mesa se apresentou da seguinte forma: “Nasci homem, fui gay” – oportunidade para fazer um trocadilho infame e irônico sobre a cura gay – “Sou transmulher, ainda sem a readequação cirúrgica, e também sou lésbica”.

O sentimento de estranheza se deu não por sua sexualidade ou por seus possíveis investimentos objetais, mas pela pluralidade de predicados utilizados para dar sentido e atribuir identidades ao Eu: homem, gay, transmulher e lésbica. Afinal, a que construção desejante esse sujeito responde?

Se o sentimento de estranheza (Das Unheimliche) se produz “[…] quando os complexos infantis que haviam sido recalcados revivem uma vez mais por meio de alguma impressão” (Freud, 1919, p. 266), o que ouvimos no evento suscita o retorno de moções pulsionais recalcadas ligadas à bissexualidade constitucional, evocados também os atributos de gênero socialmente construídos: o que presenciamos foi um discurso que não encontra respaldo nos universais identitários ligados à chamada “orientação sexual” e às questões de gênero.

Para a psicanálise, o Eu em construção lança mão de representações psíquicas para dar ordenamento e sentido às moções pulsionais. Recurso útil, embora frágil, que apenas atenua nosso desamparo psíquico constituinte, a angústia maior do ser humano: o desamparo (Hilflosigkeit):

O desamparo do homem, porém, permanece e, junto com ele seu anseio pelo pai e pelos deuses […] Foi assim que se criou um cabedal de ideias, nascidas da necessidade que tem o homem de tornar tolerável seu desamparo, e constituído com o material das lembranças do desamparo de sua própria infância e da infância da raça humana (Freud, [1927] 1996, p. 27).

O Eu recorre ao um expediente mítico, o mito individual do neurótico, para lidar com o pathos, então “[…] o universal do desamparo se singulariza na história individual de cada um […]” (Ceccarelli, 2010, p. 128). Essas construções fantasmáticas servirão para apaziguar nosso desamparo psíquico e dar conta do excesso pulsional (Freud, [1914] 2004).

Tal como o sujeito, a cultura também lançará mão de conteúdos míticos para atenuar o desamparo e o pathos através do laço social. Não obstante o sofrimento psíquico devido à renúncia pulsional exigida pela cultura, o fracasso do laço social nessa operação desmascara o mal-estar na cultura e corrobora a evidência de que somos “insocorríveis” (Ceccarelli, 2009).

O que chamamos de transexualidades sempre existiu nos grupamentos humanos. Na contemporaneidade, a visibilidade dessa manifestação da sexualidade vem ganhando cada vez mais espaço (Ceccarelli, 2013). O descompasso entre anatomia e o sentimento de identidade sexual nesses sujeitos apresenta-se como uma equação psíquica, pois recorda não apenas o estranho familiar mas também a identificação, impondo ao Eu um questionamento constante e inquietante: “Quem sou Eu?”.

Inicialmente, as transexualidades parecem fazer alusão à fantasiosa idealização da experiência sexual de homem e de mulher na mesma pessoa, como no mito de Tirésias. Ainda efebo, Tirésias caminhava no monte Citerão quando se deparou com duas serpentes que se acoplavam. Ao separá-las, ele mata a fêmea e, então, assume a forma de uma mulher (Brandão, 1987a). Após sete anos como mulher, Tirésias retorna ao monte e, de forma idêntica, reencontra outras serpentes copulando. Desta vez para separá-las mata o macho, recuperando seu sexo masculino. Isso tornará Tirésias célebre no Olimpo: aquele que tem a experiência dos dois sexos.

Por ocasião de uma querela entre Zeus e Hera a respeito de “quem teria maior prazer num ato de amor (“o homem ou a mulher?”), Tirésias é convocado justamente por ter tido a experiência de ambos o sexos (Brandão, 1987a, p. 176). Ao responder que a mulher é quem tem mais prazer, ele acaba por revelar o segredo de Hera, a superioridade do homem à mulher; afinal, numa escala de um a dez de prazer, a mulher teria nove, e o homem apenas um. Quando ele revela a capacidade do homem de dar mais prazer à mulher do que a mulher ao homem, Hera o castiga com a cegueira, mas Zeus, envaidecido e grato, lhe concede o dom da adivinhação, da predileção do futuro.

Todavia, esse conteúdo mítico não tem efeito no real do corpo, pois até entre os transexuais que realizam a readequação cirúrgica não há a alteração genética, e o indivíduo permanece cromossomicamente imutável. Não obstante, o gênero é uma construção cultural e como tal serve de suporte identitário ao sujeito em constituição: “[…] o ideal do Eu é marcado pelos ideais coletivos” (Freud, [1914] 2004).

Logo, à revelia do sexo biológico e do belo mito de Tirésias, aquele que tem a experiência dos dois sexos no mesmo corpo, a constituição do Eu se dá através dos referenciais identificatórios, dos quais faz parte o lugar que a criança ocupa no desejo de quem lhe dá vida psíquica. Nesse sentido, pode-se dizer que o sofrimento psíquico do/a transexual está, sobretudo, na sua percepção do corpo, pois ele/ela não nega a sua anatomia, que está em oposição às referências socialmente construídos, do masculino e do feminino.

O Eu, o nosso capital identitário, ratifica as construções identificatórias de gênero, sociais e psíquicas. O Eu é “[…] sobretudo um Eu corporal, mas ele não é somente ente de superfície: é, também, ele mesmo, a projeção de uma superfície […]” (Freud, 1923, p. 38), uma superfície constituída a partir dos investimentos narcísicos parentais, investimentos que se dão muito antes do nascimento. A história do “corpo” é perpassada pelos desejos dos pais investidos no bebê. Para Piera Aulagnier:

O Eu (Je) não pode nem habitar nem investir num corpo desapossado da história do seu vivido. Uma primeira versão construída e aguardada na psique maternal, acolhe este corpo para unir-se a ele. Faz sempre parte deste “Eu (Je) antecipado”, ao qual se dirige o discurso maternal, a imagem do corpo da criança que se esperava […] (Aulagnier, 2005, p. 21).

As construções identitárias do Eu independem da biologia. Trata-se de uma corporeidade narcísica organizada por inscrições fantasmáticas e seus respectivos arranjos pulsionais, também atravessada pelo processo de tratamento da linguagem (Lindernmeyer, 2012).

Não obstante, o Outro que acolhe e investe o recém-nascido (Freud, 1914), também outorga uma dimensão fantasmática e um status psíquico particular, possível graças ao desamparo e à ameaça de castração. Portanto, o Eu baliza suas fronteiras narcísicas na alteridade e, quando diz “Eu”, o sujeito está traduzindo uma operação fantasmática:

O sujeito constitui-se a partir do Outro pela mediação de um outro sujeito, não encontrando pois em sua interioridade, biológica e psicológica, qualquer possibilidade para seu engendramento […] no registro do sentido o sujeito é inserido, desde sempre em uma estrutura que logicamente o precede, em um contexto interpretativo que o marca de forma indelével (Birman, 1993, p. 133).

Se nas chamadas “orientações sexuais” (heterossexualidades, homossexualidades, bissexualidades) o que está em jogo são as dinâmicas pulsionais que sustentam as escolhas objetais, nas transexualidades trata-se das primeiras referências identificatórias responsáveis pela construção do sentimento de identidade sexual: eu sou homem, eu sou mulher.

A questão não é a esperada confluência entre as correntes sensuais e sexuais do pequeno perverso polimorfo na qual pode acontecer que “[…] quando amam, não desejam, e quando desejam, não podem amar […]” (Freud, 1912, p. 188).

As transexualidades afetam as construções identitárias do Eu, cujas tributações que se impõem não incidem sobre a pulsão e seus destinos, mas no próprio Eu. O conflito e o sofrimento não são apenas pelo desencontro entre o objeto a e a impossibilidade de realização do desejo, mas pelo descompasso entre a corporeidade narcísica e as identidades biológicas e de gênero. Não à toa, rememoro a fala do membro da banca ao se apresentar, que revela a incompatibilidade entre o estatuto do corpo e a sua realidade anatômica: o retorno do enigma, implícito em todos nós, mas explícito nos(nas) transexuais “Quem sou Eu?”.

Este foi o desafio lançado a Édipo pela esfinge: um monstro enviado por Hera para punir Tebas pela pederastia cometida por Laio contra Crisipo (Brandão, 1987b, p. 259). Colocada à entrada da cidade, no monte Fíquion, ela devorava todos os que não decifrassem seu enigma. Até então nenhum homem o conseguira, pois ninguém sobrevivia ao desafio: “[…] qual o ser que anda de manhã com quatro patas, ao meio-dia com duas e, à tarde, com três e que, contrariamente à lei geral, é mais fraco quando tem mais pernas?”.

Embora haja discordância de alguns editores sobre como Édipo respondeu à esfinge (uns sugerem que Édipo nada disse e apenas tocou sua testa aludindo à resposta certa, gesto suficiente para o monstro se atirar ou desequilibrar-se de raiva e cair do penhasco), preferimos repetir as palavras usadas na versão de Sófocles (Kury, 1990): “É o homem, porque, quando pequeno engatinha sobre os quatro membros; quando adulto, usa as duas pernas; e, na velhice, caminha apoiado a um bastão”.

No mito de Édipo, a esfinge não perguntava pelo nome dela, mas pelo nome dele, o enigma era quem ele era? (Brandão, 1987b, p. 260). O enigma, no fundo, é a sexualidade. A cada um cabe o direito de responder tal como Édipo ao enigma de sua própria sexualidade, cujos caminhos constitutivos ligados sobretudo à sexualidade pré-genital, escapam a qualquer apreensão direta.

Biologicamente nasce-se macho ou fêmea. Entretanto, o tornar-se mulher ou homem diz respeito às vicissitudes pulsionais e aos aportes constitutivos do sujeito. A trajetória desse enredo e de suas respectivas tramas psíquicas refletem os percalços identitários, articulando impreterivelmente o candidato a sujeito e o Outro:

[…] no psiquismo não há nada pelo que o sujeito possa situar-se como ser de macho ou ser de fêmea […] aquilo que se deve fazer, como homem ou mulher, o ser humano terá sempre que aprender, peça por peça, do Outro (LACAN, [1964] 1985, p. 194).

Ou seja, os caminhos pulsionais e as escolhas de objeto são pontos de chegada sem nenhuma predeterminação natural.

Os transexuais reivindicam direitos e cidadania, não apenas o nome social ou a readequação cirúrgica, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2008, mas a despatologização das identidades ‘trans’, conquistas que são ganhos sociais indiscutíveis e recursos contra o seu sofrimento psíquico. As mudanças na “visão” que se tinha desses sujeitos abriram novos caminhos, promovendo políticas públicas de saúde e inserção social de sujeitos ‘trans’.

Mudou também o modo de designar esses sujeitos: falar de transexualidade, ou transexualidades, no plural, em vez de transexualismo retrata um avanço importante. O sufixo “ismo”, em transexualismo, sugere, como foi o caso para homossexualismo, uma conotação patológica. Já em transexualidade, como em homossexualidade, o sufixo “dade” significa “modo de ser”.

Entretanto, esse é apenas um aspecto da reflexão acerca das identidades trans; afinal, a sexualidade estimula e provoca outras indagações. Poderíamos, inclusive, refletir, mas isso será o tema de outro trabalho, sobre nossa própria sociedade: estaria a heteronormatividade em crise diante das novas leituras do sexual?

Ao que tudo indica, a resposta é “sim”. Nas últimas décadas temos assistido à emergência das teorias críticas e dos estudos de gênero (Bertini, 2009; Butler, 1990, 1993, 2004, 2009; Fraisse, 1996; Laqueur, 1992). A desconstrução, no sentido de Derrida, do sistema hegemônico do sexo, do gênero e das sexualidades, tem nos levado reavaliar os discursos relativos às posições dos homens e das mulheres nas relações sociais.

Seja como for, aqui não se esgotam as inquietações despertadas pela dinâmica psíquica das identidades trans; ao contrário, muito além de discutir sobre patologizar ou normatizar as diversas manifestações da sexualidade humana, claramente está presente o vigor do sexual e de suas vicissitudes, corroborando não apenas o sujeito e seu polimorfismo sexual, mas também a desarticulação entre o sujeito do inconsciente e o ordenamento biológico.

Quando procurarmos entender, de forma mais detida, as dinâmicas pulsionais que sustentam as múltiplas expressões da sexualidade humana, somos levados a concluir que os discursos sobre a sexualidade são criações tributárias do momento sócio-histórico da cultura na qual emergem, e que nunca refletem a verdade do sujeito (Ceccarelli; Salles, 2010). Os processos identificatórios que nos constituem são inseparáveis da organização simbólica da cultura e testemunham as inúmeras possibilidades de subjetivação capazes de “humanizar” o bebê humano, desfazendo, assim, a ideia de uma natureza intrínseca e reguladora.

A partir do momento em que a dinâmica psíquica transexual passou a ser ouvida sem ser teorizada como um desvio em relação às manifestações sexuais socialmente valorizadas, as transexualidades passaram a ser entendidas como uma vicissitude pulsional que, em sintonia com o mundo interno do sujeito, reapropria e reinventa a polimorfia da sexualidade infantil em uma relação de objeto.

Talvez o transexual, inquilino no próprio corpo, mantenha o estranho familiar à custa de grave sofrimento psíquico e, nesse sentido o complexo de Édipo, embora universal e atemporal, cujas tramas são o epicentro da sexuação humana, precisa ser historicizado, inserido em um respectivo intervalo sócio-histórico, no qual há uma cosmologia imaginária que organiza a circulação de afetos e define a singularidade das normas e sanções sociais.

 

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Sobre os autores

Ocilene Fernandes Barreto
Psicóloga. Mestre no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da universidade Federal do Pará.
Bolsista CAPES.  Pesquisadora do Laboratório de Psicanálise e Psicopatologia Fundamental/UFPA.

Paulo Roberto Ceccarelli
Psicólogo. Psicanalista. Sócio do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais. Diretor científico do Centro de Atenção à Saúde Mental (CESAME) . Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris 7 – Diderot. Chercheur associé da Universidade de Paris 7 – Diderot. Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental. Membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia da 4ª Região Minas Gerais/CRP-04. Membro da Société de Psychanalyse Freudienne, Paris. Membro fundador da Rede Internacional de Psicopatologia Transcultural. Pesquisador Associado do LIPIS (PUC-RJ). Pós-doutor por Paris 7 – Diderot. Professor da PUC Minas. Professor e orientador de pesquisa no Mestrado Profissional de Promoção de Saúde e Prevenção da Violência da Faculdade de Medicina da UFMG. Professor e orientador de pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFPA. Membro do Projeto Antártico Brasileiro. Pesquisador do CNPq.

 

Endereço para correspondência

Paulo Roberto Ceccarelli
Rua Rio Grande do Norte, 355/501 – Funcionários
30130-131 – Belo Horizonte – MG
E-mails: paulocbh@terra.com.br

 

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