A QUANTAS ANDAM O SEXUAL E A SEXUALIDADE NOS DIAS ATUAIS?

in Estudos de Psicanálise – Belo Horizonte – n. 41 – p.23-30 – Julho. 2014

 

Ana Cristina Teixeira da Costa Salles
Paulo Roberto Ceccarelli

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As espécies animais não se preocupam com suas formas desviantes,
que são mantidas, ou eliminadas, pelas leis naturais.
Já a humana dá uma atenção particular a seus desviantes:
ela não cessa de classifica-los e de trata-los.
Que ela os exclua – os loucos, os marginais –,
ou que ela os honre – os grandes homens
que contribuíram para mudanças identificativas –
tudo isto afeta sua organização.

ZALTZMAN, 2007.

 

Introdução

A citação em epígrafe, de Natalie Zaltzman (2007, p. 64), nos evoca o célebre texto de Freud Moral sexual ‘civilizada’ e doença nervosa moderna (1908). Nesse texto, que é considerado “a primeira das longas exposições de Freud sobre o antagonismo entre civilização e vida pulsional” (nota do editor, p. 185-186), o autor retoma as teses expostas em Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905) e discute seus desdobramentos no âmbito da cultura, bem como os aspectos sociológicos do antagonismo entre civilização e vida pulsional. Freud parte da afirmação de que “novas perspectivas se nos oferecem ao considerarmos que no homem a pulsão sexual não serve originalmente aos propósitos da reprodução, mas à obtenção de determinados tipos de prazer” (FREUD, [1908] 1996, p. 169), e a trabalha de forma admirável ao mostrar o quanto o nervosismo moderno (moderne nervosität) é uma consequência direta da “moral sexual cultural” (Die “Kulturelle” Sexualmoral). Em Moral sexualcivilizada’ e doença nervosa moderna Freud (1908) faz uma articulação entre política e o sexual;  além disso, apresenta uma versão de uma psicopatologia do tratamento social da sexualidade dominante, ao traçar um diagnóstico social da doença nervosa moderna. Ele traz uma expertise médica que mostra que a moral sexual dominante produz patologias neuróticas e perversas em grande escala. Antes de prosseguir, gostaríamos de voltar ao título do Três ensaios em alemão – Drei Abhandlung zur Sexualtheorie – a expressão que aparece é “teoria sexual”, e não “teoria da sexualidade”.

O sexual é o inconsciente, lugar onde a sexualidade infantil trabalha; logo, o grande enigma do ser humano. Já as sexualidades representam discursos que tentam nomear o Isso: a alteridade interna, o que nos lembra que não somos senhores em nossa própria casa.

Como o dissemos em um trabalho anterior (Ceccarelli; Salles, 2010), tais discursos foram sendo construídos ao longo dos séculos, até ocupar uma parte central tanto na vida individual quanto na coletiva da sociedade ocidental. A cada momento histórico, esse saber [sobre o sexual] foi apresentado como uma verdade, seja ela ditada pela Igreja, seja pelo Estado, seja pela medicina. O discurso ideológico sustentando por esse saber e, atrelado aos interesses que sustentava o poder e à ordem política, estabelecia o que deveria ser considerado “normal” e, por extensão, o patológico em termos de desejos e práticas sexuais.

Nos Três ensaios, ao centrar o debate na diferença entre o objeto sexual e a finalidade sexual, Freud abandona a concepção de “pulsão natural versus pulsão perversa”: se a pulsão não tem objeto fixo, nada é biologicamente programado, posto que toda atividade sexual resulta de um percurso pulsional que é sempre único. Ali Freud sustenta que a sexualidade terá um destino particular em cada ser humano, devido à singularidade da história de cada um: não há uma maneira que se proponha certa e universal para as manifestações da sexualidade.

Em Moral sexual civilizada’ e doença nervosa moderna, Freud (1908) inicia uma série de críticas às normas sociais e à moral sexual de sua época. Ali ele enumera inúmeras possibilidades de conflitos, de mal-estar e de manifestações de doenças nervosas devido ao embate entre as normas morais e sociais vigentes e o sexual. Para a maioria das pessoas, existe uma fronteira – a constituição psicossexual – a qual não se pode ultrapassar para obedecer às exigências do trabalho de cultura (Kulturarbeit). E os que desejarem “ser mais nobres do que suas constituições lhes permitem, são vitimados pela neurose. Esses indivíduos teriam sido mais saudáveis se lhes fosse possível ser menos bons” (Freud, [1908] 1976, p. 197).

Essas considerações nos levam diretamente ao tema do XX Congresso do Círculo Brasileiro de Psicanálise e da XXXI Jornada de Psicanálise do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais: o sexual e as sexualidades. Com efeito, seria importante saber sobretudo para a prática clínica, se e em que medida, um certo afrouxamento da moral sexual repercutiria no sexual.

 

As mudanças da sociedade contemporânea

Se os conceitos introduzidos nos Três ensaios causaram escândalo e foram rejeitados como obscenos e imorais na época de Freud, como os postulados psicanalíticos têm reagido à usura do tempo? Como as sexualidades são entendidas na contemporaneidade? Cem anos depois o que mudou e o que permaneceu o mesmo? Em outras palavras: o que as sexualidades têm a dizer à psicanálise um século após a subversão freudiana?

Se após mais de um século as condições sociais e culturais, bem como as exigências morais, não são as mesmas, quais seriam as características do nosso tempo e da nossa sociedade responsáveis pelas novas formas de adoecimento e mal-estar? Como o “nervosismo moderno” se manifesta na clínica atual?

Sem dúvida, a psicanálise causou uma grande revolução no pensamento e na sociedade ocidentais que assimilaram os seus conceitos e, de certa forma, os banalizaram, sem levar em conta  sua complexidade. Por outro lado, as intensas transformações sociais, políticas, econômicas e científicas que marcaram o século XX incidiram profundamente nas organizações familiares, transformando radicalmente a antiga família patriarcal.

A partir dos anos 1960 ocorreu uma grande revolução social, política e sexual. Os movimentos estudantis, bem como os movimentos feministas dessa década, se opunham a toda espécie de conservadorismo, seja na política, seja na família, seja nas relações entre os sexos e nas práticas sexuais. O aparecimento da pílula anticoncepcional proporcionou às mulheres a opção de não engravidar desvinculando, assim, a sexualidade da reprodução. As gerações mais jovens passaram a viver a sexualidade de uma maneira menos repressiva, privilegiando o amor livre e as relações fora do casamento. Aumentaram as separações, apareceu o divórcio, e o aborto entrou em discussão.

Todas essas mudanças repercutiram nas relações entre sexos alterando os papéis tradicionais do homem e da mulher na sociedade e, consequentemente, nas relações familiares e na sexualidade em geral (Salles, 2005).

Sem dúvida, a “revolução sexual” dos anos 1960 trouxe maior “liberdade” sexual e produziu maior transparência das práticas sexuais, pois questões relativas à sexualidade não são mais carregadas de tantos tabus como há décadas atrás.

Cabe-nos perguntar se a “desrepressão” da sexualidade produzida por esses movimentos tornou o contato com o sexual mais simples; se tal “desrepressão” foi também “desrecalcada”. Recalque e repressão, mecanismos que afetam regiões psíquicas diferentes, são na maioria das vezes tratados como se fossem da mesma ordem.

Enquanto o recalque da sexualidade traduz o movimento constitutivo do humano sendo a condição sine qua non para o trabalho de cultura (Kulturarbeit), a repressão sexual está atrelada ao sistema de valores que sustenta o imaginário social do qual emerge a moral vigente. Essa moral sexual, por sua vez, determina as noções de normal e patológico, as quais são apresentadas como naturais e imutáveis. É por isso que, para Freud ([1908] 1976, p. 197)

[…] uma das óbvias injustiças sociais é que os padrões de civilização exigem de todos uma idêntica conduta sexual, conduta esta que pode ser observada sem dificuldades por alguns indivíduos, graças às suas organizações, mas que impõe a outros os mais pesados sacrifícios psíquicos.

Ora, foi exatamente contra a idêntica conduta social da sexualidade que incidiu a revolução sexual. Como o mal-estar é inerente ao humano, pois toda civilização se ergue à custa da repressão (unterdrückung) das pulsões agressivas e sexuais, não podemos dizer que atualmente a sexualidade seja menos conflituosa apesar de ser aparentemente mais livre em suas manifestações.

Uma maior liberdade da sexualidade genital – um relaxamento da repressão – não é acompanhada, e não poderia sê-lo, de um contato mais íntimo com a dinâmica das pulsões ligadas aos destinos edípicos. A clínica nos mostra que a “desrepressão” da sexualidade pode levar à inibição, quando não, ao sintoma: sem muita dificuldade, o diálogo aberto entre pais e filhos pode se transformar em cenas de sedução, pois os protagonistas não estão imunes ao retorno de moções pulsionais recalcadas carregadas de desejos incestuosos proibidos geradores de culpa e inibições. Uma excessiva “intimidade” com conteúdos recalcados pode levar a um embotamento da circulação pulsional, provocar um empobrecimento do universo fantasmático, com repercussões nas relações afetivas. Talvez o “ficar”, palavra que expressa uma modalidade de relação na atualidade, seja um dos desdobramentos da revolução sexual (Ceccarelli, 2004).

Encontramos respaldo de nossas hipóteses em Freud. Para ele,

[…] se não se limita a liberdade sexual desde o início, o resultado [da vida sexual] não é melhor. Pode-se verificar, facilmente, que o valor psíquico das necessidades eróticas se reduz, tão logo se tornem fáceis suas satisfações. Para intensificar a libido, se requer um obstáculo; e onde as resistências naturais à satisfação não foram suficientes, o homem sempre ergueu outros, convencionais, a fim de poder gozar o amor. Isto se aplica tanto aos indivíduos como às nações. Nas épocas em que não havia dificuldades que impedissem a satisfação sexual, como, talvez, durante o declínio das antigas civilizações, o amor tornava-se sem valor e a vida, vazia; eram necessárias poderosas formações reativas para restaurar os valores afetivos indispensáveis. Nessa conexão, pode-se afirmar que a corrente ascética da Cristandade criou valores psíquicos para o amor que a antiguidade pagã nunca fora capaz de lhe conferir. Essa corrente adquiriu sua maior importância através dos monges ascéticos, cujas vidas foram quase exclusivamente dedicadas a combater a tentação libidinosa (FREUD, [1912] 1970, p. 170).

A partir daí, podemos conjecturar que, se por um lado vivemos, sem dúvida, uma época bem menos hipócrita em relação às práticas sexuais, um novo “fenômeno” pode ser facilmente observado: sob muitos aspectos, a Moral sexual civilizada se travestiu nas múltiplas faces do “politicamente correto”, que transforma atos banais em assédio sexual, quando não em perversão, muitas vezes com o aval dos especialistas, entre os quais os psicanalistas.

Se colocássemos na internet algumas passagens de Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, de Freud, ou do Psychopathia Sexualis, de Krafft-Ebing, sem precisar o nome dos autores, provocaríamos, com certeza, uma caça planetária ao perverso, autor de propósitos tão infames a respeito da sexualidade infantil. Por vezes, se tem a impressão de que as descobertas freudianas relativas ao universo fantasmático da criança, à polimorfia da sexualidade infantil e, particularmente, sobre o infantil presente no adulto, tudo isso foi esquecido, fazendo surgir uma nova ordem repressiva (Ceccarelli, 2010): brincar com uma criança, dirigir um comentário lisonjeiro a um(a) adolescente, pode facilmente ser interpretado como indício de uma pedofilia latente. Junte-se a isso as atividades propostas por algumas escolas que visam alertar a criança contra os eventuais ataques de possíveis pedófilos. Ora, de que lado está a pedofilia?

Tais considerações evocam Foucault (1985) para quem os discursos sobre a sexualidade refletem a ideologia do momento sócio-histórico no qual aparecem, constituindo tentativas de controle do corpo e da sexualidade.

Telles (2011, p. 178) questiona onde estaria a repressão incidindo com maior intensidade atualmente. O autor se pergunta se a repressão

[…] não estaria localizada sobre as estruturas de poder e sua íntima relação com o narcisismo e a onipotência? A “moral sexual cultural” dos tempos atuais lideraria um erotismo histérico e narcísico, para manter secretas as relações de poder, dos controles de massa, das organizações e instituições sexuais? (TELLES, 2011, p. 178).

Esse autor ainda ressalta que as mudanças ocorridas nas sociedades ocidentais em relação à moral sexual cultural coexistem atualmente com um processo de laicização e o aparecimento de um crescente movimento religioso fundamentalista com repercussões na moral sexual. Tivemos um exemplo disso recentemente no Brasil com a tão criticada proposta da “cura gay” (Ceccarelli, 2013).

As características das sociedades contemporâneas mostram que a moral sexual do século XXI tem um novo mandato que segue as leis do mercado da sociedade globalizada e consumista dos nossos tempos. Vivemos em uma sociedade profundamente individualista, narcísica, na qual prevalece o culto pela imagem e pelo consumo exacerbado e descartável. Vale o excesso de ofertas e a possibilidade de usar e descartar tudo rapidamente, tanto no plano material quanto no afetivo.

Em vez de reprimir a sexualidade, a moral sexual contemporânea exige gozo e sucesso sexual, o que traz tantas complicações e conflitos quanto às proibições e restrições de antigamente. Ou seja, reprimir ou impor formas pré-formatadas de satisfação, que não levam em conta a particularidade de cada um geram os mesmos efeitos, ainda que de formas disfarçadas.

Como diz Telles,

[…] a cultura de massa e a sociedade do espetáculo veiculam modelos identificatórios inadvertidamente seguidos pela maioria. Sob aparência de uma liberdade total, paira sobre todos a exigência de uma vida sexual intensa […] são preconizados valores narcísicos, estimula-se o consumo e a publicidade promete o cumprimento de todos os desejos (Telles, 2011, p. 177).

 

Em função de tudo isso, como se apresenta hoje “o nervosismo moderno”?

Estamos diante de uma nova ordem repressiva, gerada pelas novas formas de expressão do mal-estar e do sofrimento psíquico.

Em função das características da sociedade globalizada, os indivíduos sob uma aparente máscara de autonomia se acham pressionados e massacrados diante de tantos mandatos superegoicos. Observa-se uma perda de subjetividade. O sentimento de impotência se agrava. O autorrespeito e a autoconfiança se encontram debilitados. As trocas intersubjetivas se mostram inadequadas comprometendo os laços sociais.

O culto à performance e a valorização da autonomia são valores centrais. O temor de não estar à altura do que se espera é constante. Consequentemente aparecem as frustrações, as explosões de ódio e violência, o pânico, a insegurança e o medo. A depressão se manifesta como sintoma principal da nossa época, aliada a outras patologias da contemporaneidade.

A violência, a crueldade e a criminalidade assustam e paralisam as pessoas. Evita-se o sofrimento, a dor e o luto. As perdas são ignoradas, procura-se calar a angústia através de drogas lícitas e ilícitas. O recurso à palavra e a simbolização se encontra diminuído. Tudo isso leva a uma perda de valores, ideais, referências simbólicas, tanto no plano individual quanto no coletivo. Aparecem então as “doenças do silêncio”, denunciando a falta da falta, a ausência de uma palavra capaz de enunciar o desejo.

A sexualidade, nos dias de hoje, está configurada, como sempre esteve, pela linguagem. É cultural. Entretanto, da mesma forma que se passou da repressão para a ordem de gozar, passou-se da censura para a exibição, atualmente se vê presa de uma incessante vulgaridade pornográfica. A sexualidade se espalhou por todo o espaço virtual […]. O desejo é enganado em face da promessa de satisfação, sempre renovada de demandas, que também se renovam incessantemente. Os sujeitos atulhados de imagens e mensagens dirigidas à sexualidade quase sempre reagem com uma anorexia diante das imagens que, depois do dilúvio, deixaram de significar e de convocar o desejo. Digamos que um dos rebentos da sexualidade moderna é a anorexia sexual, de sujeitos mais atulhados do que satisfeitos (Braustein, 2011, p. 48-49).

 

Conclusão

Em O mal-estar na civilização, Freud (1930) entende que não é possível a postulação de uma sexualidade livre ou natural, pois ela está estruturalmente ligada aos impedimentos internalizados da constituição de sujeito. E por não ser natural, e muito menos instintiva, não existe sexualidade sem moralidade. Ela muda com o passar do tempo e o momento histórico, mas persiste porque, como seres de linguagem, estamos sempre marcados pelo desejo do Outro que, com suas regras e normas, nos determina. Herdeira do tabu do incesto, do assassinato do pai e da posterior introjeção de sua lei, a sexualidade humana atravessa os desfiladeiros do Édipo e se constitui através das identificações que aí ocorrem, tornando-se única e original para cada sujeito.

Além de considerar o conflito como algo permanente, Freud nos lembra que o mal-estar é definitivo e inevitável e que a psicanálise poderá compreendê-lo e fornecer elementos para enfrentá-lo, mas jamais poderá eliminá-lo ou suprimi-lo.

Resta ao psicanalista continuar trabalhando, fiel aos conceitos fundamentais da psicanálise, produzindo uma leitura crítica de sua época, atento às mudanças sócio-históricas do seu tempo, mas sobretudo denunciando essas novas fórmulas de ilusão.

 

Referências

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ZALTZMAN, N. L’esprit du mal. Paris: Editions de l’Olivier, 2007.

 

SOBRE OS AUTORES

Ana Cristina Teixeira da Costa Salles

Psicóloga. Psicanalista. Membro do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais.

 

Paulo Roberto Ceccarelli

Psicólogo; psicanalista; Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII; Pós-doutor por Paris VII; Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental; Sócio do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais; Membro fundador da Rede Internacional em Psicopatologia Transcultural; Professor Adjunto III da PUC-MG. Professor credenciado a dirigir pesquisas, e docente no Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFPA; Orientador de Pesquisa e Professor do Mestrado Profissional de Promoção de Saúde e Prevenção da Violência da Faculdade de Medicina da UFMG; Pesquisador do CNPq. (processo nº: 309881/2010-2)

 

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