SEXUALIDADE E CONSUMO NA TV

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in Psicologia Clínica, Vol. 12, 2, p. 59-68, 2004.

Toda civilização tem de se erigir sobre a coerção e renúncia à pulsão.
Sigmund Freud 1929

Em seu texto Moral sexual “civilizada” e doença nervosa moderna, Freud (1) sustenta que a civilização é a responsável direta pela infelicidade do indivíduo, ou seja, pela doença nervosa, na medida em que ela faz exigências descabidas de renúncias pulsionais. Ainda que alguns sujeitos possam tolerar os limites impostos à sexualidade sem adoecer (via sublimação, por exemplo), outros, incapazes de fazê-lo, recorreriam a doenças ou a transgressões como alternativas pulsionais de vazão à sexualidade.

Com a introdução da pulsão de morte, Freud revê essa posição, como explicitado em seu texto de 1930 O mal estar na civilização. Sendo essa pulsão uma tendência inata do ser humano, ela é um ingrediente irredutível do sofrimento psíquico. Nessa perspectiva, atribuir à civilização a responsabilidade única pela doença nervosa é uma conclusão simplista (2).

Seja como for, a renuncia à satisfação pulsional tem um custo elevado e só é suportável na medida em que a civilização – o Estado e a Comunidade… – ofereça satisfações substitutivas às pulsões recalcadas. Mais que isto: para que a transformação do gozo em desejo ocorra é necessário que o Outro garanta não apenas o acesso mas igualmente a continuidade dessas satisfações substitutivas. Caso contrário, uma “permanente parcela de descontentamento persistirá dentro da cultura, o que pode conduzir a perigosas revolvas”(3). (Nosso cotidiano é o melhor exemplo dessa configuração pulsional.) As satisfações substitutivas, entretanto, serão sempre parciais, o que deixa na alma humana um sofrimento – um Mal estar – difícil de aplacar.

O difícil e longo processo de “educação pulsional (4)”, que permite que o sujeito suporte as exigências impostas pela civilização, inicia-se ao nascimento. O potencial bio-psíquico que o bebê traz ao nascer será desenvolvido a partir das relações estabelecidas entre ele e aqueles que cuidam dele e, num segundo momento, pelo grupo mais amplo no qual ele está inserido: esse grupo é o primeiro representante sócio-cultural ao qual a criança terá acesso. Através dele, a criança vai adquirir os elementos de informação sobre o sistema simbólico relativo a sociedade à qual pertence e ao qual, como menina ou menino, deverá submeter-se e inserir seus comportamentos e condutas.
A participação dos que cuidam da criança na construção desse sistema, que irá informá-la sobre os valores ético-morais relativos à cultura onde ela está inserida, é um postulado de base. Entretanto, quando os responsáveis pela criança são, pelas mais diversas razões, incapazes de oferecer-lhe referências identificatórias, muito provavelmente a criança buscará modelos fora do ambiente próximo nos quais se apoiará para a constituição de seu psiquismo. Ou seja, na falta de referências, a criança pode tomar aquilo que a mídia, em particular TV, exibe como coordenadas de base.

Em 2000 (5), publiquei um texto no qual parto das considerações acima para discutir em que medida aquilo que a mídia, em particular a TV, veicula em inúmeras matérias pode produzir efeitos perversos em um psiquismo em constituição.

Entendo por efeitos perversos a situação onde os meios de comunicação utilizam seu poder de persuasão, baseado na mais alta tecnologia, para criar comportamentos e difundir valores sociais de felicidade que transformam objetos, os mais triviais, em necessidades. Entretanto, o que esta sendo, de fato, oferecido, e que rapidamente se transforma em “sonho de consumo”, são padrões identificatórios globalizantes apresentados como insígnias (imaginárias) de sucesso. Esses padrões, dificilmente alcançáveis pela grande maioria da população, transformam as identificações em valor de consumo e propiciam a criação de duas “realidades sociais”: a dos que têm acesso aos objetos, e a dos que não têm. Se você não tem, dê um jeito de ter, senão estará excluído do imaginário social que dita, em estreita ressonância com as leis de mercado, como se deve ser, agir, o que comprar… “A mídia”, observa Eugênio Bucci (6) “é o maior veículo de exclusão social”. Deduz-se facilmente a tensão que esta organização social acarreta pois, as relações que os homens estabelecem entre si “são profundamente influenciadas pela quantidade de satisfação [pulsional] que a riqueza existente torna possível” (7). Quando isto não acontece, a civilização não cumpre o seu papel: tornar a vida comunitária possível e “efetuar uma certa distribuição da riqueza [e] manter essa distribuição”.

As identificações determinam, também, o tipo de relação que o sujeito estabelece com o mundo. A observação de Le Bon, citada por Freud (8), sobre como funcionam os grupos, é ilustrativa:

Um grupo é extremamente crédulo e aberto à influência; não possui faculdade crítica e o improvável não existe para ele. Pensa por imagens, que se chamam umas às outras por associação (tal como surgem nos indivíduos em estados de imaginação livre), e cuja concordância com a realidade jamais é conferida por qualquer órgão razoável.

Embora o uso da palavra imagens no texto citado seja, é claro, diferente do uso que fazemos hoje dessa palavra, é exatamente este o efeito que a imagem exibida na TV produz: uma captura imaginaria, no sentido do Estádio de Espelho, que prescinde de qualquer índice de realidade. Isto só é possível porque a “as relações amorosas (ou, para empregar expressão mais neutra, os laços emocionais) constituem também a essência da mente grupal” (9). Ou seja, são nas identificações que as imagens se sustentam quando produzem laços emocionais. Além disso, como na hipnose e na formação de grupos, encontramos também a idealização e o fascínio pelo líder cujo lugar, aqui, é ocupado pela imagem. No entanto, é a relação narcísica que, neste caso, participa na estruturação dos laços que unem o sujeito. Ora, sabemos que o rompimento de laços baseados no narcisismo, que denuncia o funcionamento imaginário desta forma de interação humana, é uma dos maiores geradores de violência social.

Os modelos impostos pela mídia, verdadeiros ditames de conduta, substituem, ou mesmo eliminam, a singularidade do trajeto identificatório de cada sujeito (suas origens, a particularidade de sua cultura, suas crenças e sistema de valores ético-morais, enfim, a sua história), o que pode levar a um empobrecimento radical da subjetividade. Modelos coletivos hegemônicos criam ilusões identitárias, no sentido freudiano do termo (10), cuja manutenção só é possível pela eliminação da circulação do desejo: o sujeito é transformado em objeto de consumo, e os valores sociais de felicidade em necessidades narcísicas de sobrevivência. Para manter os pontos da audiência e garantir patrocinadores – a população é, antes de tudo, o grande consumidor – não se medem esforços. A organização imaginária daí advinda, onde a publicidade atua, é, sem dúvida, patogênica pois fixa a imagem dando-lhe uma única interpretação possível, e excluindo as associação sintagmáticas próprias à ordem simbólica.

Posto que aquilo que denominados “felicidade” se reduz a um problema de economia libidinal (11), o que é exibido como insígnia de sucesso nada mais é do que uma satisfação substituta da renúncia pulsional. Ou, nas palavras de Freud (12), uma “realização retardada de um desejo pré-histórico”. Por ser essa realização um anseio inerente ao ser humano, a mídia é capaz de operar no psiquismo uma regressão do registro do desejo para o da necessidade. Esse movimento transforma qualquer objeto que, como todo e qualquer objeto poderia prestar-se a objeto de desejo, em objeto de necessidade os quais, evidentemente, jamais cumprirão a função prometida: a realização de desejo. É precisamente nessa fonte inesgotável – satisfação pulsional e narcisismo – que as campanhas publicitárias renovam os seus sustento: partindo do slogan segundo o qual possuindo (leia-se: consumindo), você “chega lá”, a propaganda revela sua face perversa ao acenar para a possibilidade da eliminação da falta, da volta ao paraíso perdido do narcisismo primário. Cabe aqui uma observação de Maria Rita Kehl (13) que merece uma reflexão: “a mídia pode romper o pacto civilizatório na medida em que sugere que não há limite?”

A idéia de consumo não se limita apenas à coisas concretas: novelas, reality shows (14), programas de rádio, revistas e jornais que mostram situações de extrema felicidade, ou extrema desgraça, e outros tantos, têm seus próprios recursos para oferecer substâncias tóxicas que, por um lado, permitem a produção imediata de prazer e, por outro lado, criam um alto grau de independência do mundo externo (15):

Com o auxílio desse ‘amortecedor de preocupações’ [aqui a mídia cumpre esse propósito], é possível, em qualquer ocasião afastar-se da pressão da realidade e encontrar refúgio num mundo próprio, com melhores condições de sensibilidade.

O fantasiar, tão necessário para a manutenção do equilíbrio psíquico – uma compensação às “exigências da sociedade” (16) –, transforma-se, então, na única forma de satisfação pulsional ao alcance do sujeito. Quando menos satisfações substitutivas o sujeito tem acesso, mais lançará mão do mundo fantasmático – ou, se preferimos, da violência do imaginário imposta pela mídia– na tentativa de aliviar a tensão pulsional. A satisfação produzida por uma pulsão não submetida à realidade – o efeito tóxico que a ilusão produz – é muito mais intensa que a produzida por uma pulsão subjugada ao princípio de realidade. Ao mesmo tempo, a intensidade da frustração é proporcional à distância entre o Eu e os “valores-Ideais”, ou seja, entre aquilo que o sujeito é e aquilo que a mídia decreta como única possibilidade de reconhecimento narcísico. Comportamentos anti-sociais em suas múltiplas vertentes, são formas de dar vazão aos componentes agressivos da pulsão gerados pela frustração. Para alguns, esses expedientes constituem a única maneira de se manter um certo grau de “saúde” psíquica (17).

No que diz respeito à sexualidade – erotismo, pornografia e consumo – podemos seguir a mesma linha de raciocínio.

A partir da chamada “revolução sexual” dos anos 60s observou-se, isto não se discute, uma grande liberdade para se falar em sexualidade, uma maior transparência das práticas sexuais: tornou-se comum adolescentes levarem as/os companheiras/os para passar a noite em suas casas, a questão de casar-se virgem deixou de ser um grande debate, a gravidez fora do casamento não é mais um escândalo, os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo aparecem a céu aberto, e assim por diante. Os pais tendem a responder às perguntas dos filhos de forma mais honesta, pois os assuntos relativos à sexualidade não constituem mais tabus.

Entretanto, defendo a idéia de que a “desrepressão” da sexualidade trazida por esses movimentos não tornou o contato com o sexual mais simples. Dito de outra forma: a desrepressão da sexualidade não foi acompanhada de um desrecalcamento da mesma. Lidamos aqui com duas variantes que afetem regiões psíquicas diferentes e que, na maioria das vezes, tendem a ser tratados como se fossem da mesma ordem. Temos, de um lado, a repressão sexual e, do outro lado, o recalcamento da sexualidade.
A repressão sexual está atrelada do sistema de valores que sustenta o imaginário social do qual emerge a moral vigente. Sendo o imaginário uma construção a partir de um mito de origem de uma dada cultura, ele muda segundo a cultura a época e os costumes: ou seja, ele é sócio-histórico (18). A origem do sistema de valores da cultura ocidental deve ser procurada no imaginário judaico-cristão (19). É também baseado nesse imaginário que uma cultura (qualquer que seja seu modo de produção) cria o discurso ideológico que subjaz nas noções de normal e patológico as quais são apresentadas como naturais e imutáveis, logo, não questionáveis (20). O que a Moral sexual civilizada impõe, e que pode ser gerador de neurose, é uma sexualidade normativa aplicável a todos. Foi exatamente contra a normatização da sexualidade que incidiu a revolução sexual.

Já o recalcamento da sexualidade é o movimento constitutivo do ser humano e condição própria para a existência da civilização, presente desde sempre e em toda cultura. É o recalque, como vimos, que gera o mal estar inerente à espécie humana ao impor-nos a renúncia pulsional e ao obrigar-nos a abandonar nossos primeiros objetos sexuais. Uma das genialidades de Freud foi, justamente, a de perceber que é esse processo que, ao mesmo tempo, estrutura e diferencia o humano.

Ora, uma maior liberdade da sexualidade genital – um relaxamento da repressão – não significa, em absoluto, que o contato com a dinâmica das pulsões, ligadas aos destinos edípicos, torna-se mais simples. Em alguns casos, observamos um efeito contrário: o diálogo aberto entre pais e filhos pode, sem muita dificuldade, transformar-se em cenas de sedução na medida em que os protagonistas não estão imunes ao retorno de moções pulsionais recalcadas carregadas de desejos incestuosos proibidos geradores de culpa e inibições. Ao aproximar-se de conteúdos recalcados, o universo fantasmático do sujeito corre o risco de enrijecer-se ou tornar-se empobrecido, o que pode levar a um embotamento da circulação pulsional, com repercussões nas relações afetivas (21). O fato dos sintomas continuarem existindo, embora com outra roupagem, testemunha que uma repressão menos intensa não é garantia de satisfação pulsional. Por isto, na atualidade, raramente encontramos os sintomas eminentemente sexuais como os citados por Freud os quais eram conseqüência da repressão sexual da Viena do séc. XIX. Por outro lado, talvez o “ficar”, palavra que expressa uma modalidade de relação na atualidade, seja um dos desdobramentos da revolução sexual.

A TV aproveita-se dessa “liberdade” para ditar padrões sexuais que, às vezes, só são possíveis por transformarem o erotismo em pornografia: a pornografia é o erotismo esvaziado de afeto. Não existindo afeto, a intimidade é evitada e o sujeito toma como correto o que a mídia veicula em termos de sexualidade. Nessa perspectiva, a pornografia é uma defesa para evitar o contato com conteúdos psíquicos proibidos geradores, ao mesmo tempo, de culpa e prazer. São vários os programas, alguns exibidos à tarde, onde o sexo é discutido abertamente com presença de “especialistas”: psicólogos, psicanalistas, sexólogos e psiquiatras, e outros tantos. Existem também as novelas voltadas para o público adolescente. Em muitos desses programas o que assistimos são modelos estereotipados que ditam como agir em determinada situação, exigem performances sexuais sem falhas, e tantos outros comportamentos normativos e normatizantes dirigidas aos jovens. Aqueles carentes de referências internas, utilizarão os modelos exibidos pela mídia como regra de conduta. Ignora-se, entretanto, a dimensão fantasmática presente nas relações sexuais. Impõem-se respostas concretas dificilmente alcançáveis, pois não levam em conta que o sexual é um mosaico escalonado em diferentes registros, contendo formas de prazer diversos, múltiplos e por vezes inconciliáveis. Isso pode fazer com que o sujeito se sinta desrespeitado, discriminado ou até perdido. Em outras situações, a mídia pode oferecer “soluções” a conflitos internos assegurando ao sujeito a ilusão de pertencer a um grupo.

A exploração do erotismo tem como conseqüência banalizar a sexualidade. Banalizar no sentido de tratá-la como se fosse algo igual para todos. E esse “igual para todos”, mais uma vez, é ditado pelas regras do consumo que, como vimos, criam padrões de comportamento e de performances sexuais. Para os que não conseguem responder a essa imposição sem dúvida perversa, existem drogas para corrigir o problema, o que significa que a indústria farmacêutica da “performance sexual” não pára de crescer.

Um outro aspecto da exploração do erotismo na TV afeta diretamente as crianças. Como sabemos, a sexualidade humana tem uma história, cujos elementos constitutivos começam bem antes do nascimento da criança, e estão relacionados com o lugar que ela ocupa no imaginário e na economia libidinal daqueles que a acolhem no mundo. A chamada constituição do sujeito, processo que se inicia logo após o nascimento, é marcada por intensos movimentos pulsionais, que definirão a expressão da sexualidade adulta. Por conseguinte, a maneira como cada um vive a sua sexualidade, dentro das singularidades próprias de cada um, é construída desde os primeiros dias de vida.

Entretanto, ainda que a atividade sexual infantil comece em idade precoce, a resposta que a criança dá às excitações sexuais que seu corpo produz, não corresponde à leitura que o adulto faz dessa sexualidade. Basta ver a reação dos adultos, que nunca são sem conseqüências, ao surpreendê-la na fase típica das brincadeiras infantis. Sem dúvida, é neste sentido que se pode dizer que a criança é inocente. Ela, de fato, o é, pois, nesta fase de descoberta e construção imaginário-simbólica da imagem do corpo próprio, não existe (ainda) nenhuma razão para evitar a exploração libidinal de certas partes desse corpo. Isto só será feito a partir da conotação que o adulto dará a essas brincadeiras – culpa, prazer, proibição, pecado… – a qual traduz o universo sexual do adulto, estando diretamente ligada à maneira como esse adulto viveu o despertar de sua própria sexualidade.

Por possuir um tempo e um ritmo que lhe são próprios, e uma vez que o curso definitivo das disposições pulsionais é determinado pelas experiências da primeira infância, (22) o excesso (prematuro) de estímulos pode ser problemático para a sexualidade do sujeito em constituição. Uma das fontes desse excesso pode ser a TV. Alguns programas podem despertar a sexualidade de maneira a comprometer a sexualidade futura da criança. Como exemplo, podemos citar algumas emissões televisivas onde meninas de três, quatro anos, às vezes menos, dançavam a então famosa “dança da garrafa”. A satisfação produzida na criança pelo reconhecimento narcísico que o olhar do outro lhe confere é, sem dúvida, muito grande. Mas devido à Confusão de língua entre os adultos e a criança (23), o olhar que o adulto dirige a esta cena pode constituir um “fator patogênico” na medida em que, ao transformar a criança em objeto erótico, provoca um apelo sexual em defasagem com a sua condição infantil.

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As questões que a mídia traz, em relação ao consumo, ao erotismo, à pornografia e outras tantas ofertas ilusórias revive a questão, há muito colocada por Freud: a de saber “se, e até que ponto, é possível diminuir o ônus dos sacrifícios pulsionais impostos ao homem, reconciliá-los com aqueles que necessariamente dever permanecer e fornecer-lhes uma compensação” (24). Saber disto, e posicionar-se a respeito, é uma questão de ética e responsabilidade civil da TV.

BIBLIOGRAFIA:
1 – FREUD, S., (1908), “Moral sexual ‘civilizada’ e doença nervosa moderna”, ESB, 1969, IX.
2 – Um interessante debate sobre este ponto é apresentado por Flávio Ferraz. Conf. FERRAZ, F., Normopatia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002.
3 – FREUD, S., (1929). “O futuro de uma ilusão”, ESB, Imago, 1974, XXI, 23.
4 – FREUD, S., (1933), “Explicações, aplicações e orientações”, ESB, 1976, XXII.
5 – CECCARELLI, P. R. Os efeitos perversos da televisão. In: A criança na contemporaneidade e a psicanálise. Mentes & Mídia: diálogos interdisciplinares, Comparato C, Monteiro D., (coord.), São Paulo, Caso do Psicólogo, Vol. II, 2000, 75-86.
6 – BUCCI, E., Observação feita em uma comunicação não publicada.
7 – FREUD, S., (1929). “O futuro de uma ilusão”, Op. Cit., 16.
8 – FREUD, S., (1921). “Psicologia de Grupo e análise do Eu”, ESB, Imago, 1969, XVIII, 101.
9 – Ibid., 117.
10 – Uma crença cuja motivação preponderante é a realização de um desejo infantil. Nesse sentido, ela despreza a realidade. Conf. FREUD, S., (1927) “O Futuro de uma ilusão”. Op. Cit., 44.
11 – FREUD, S., (1929). “O mal-estar na Civilização”, ESB, Imago, 1974, XXI, 97.
12 – J., MASSON, J. A correspondência completa Freud-Fliess, 1887-1904. Rio de Janeiro: Imago, 1986, p. 295.
13 – KEHL, M. R., Observação feita em uma comunicação não publicada.
14 – Programas como o Big brother, Casa dos artistas, ilustram o desfecho patético da sociedade competitiva.
15 – FREUD, S., (1929) “O mal-estar na Civilização”. Idem.
16 – FREUD, S., (1910). “Cinco lições de psicanálise”. ESB. 1970, XI, p.50.
17 – CECCARELLI, P. R. Delinqüência: resposta a um social patológico. Boletim de Novidades da Livraria Pulsional. ano XIV, 145, 5-13, maio, 2001.
18 – CECCARELLI, P. R. ”As bases mitológicas da normalidade”, in Latin American Journal of Fundamental Psychopathology on Line: http://fundamentalpsychopathology.org/br/revista-artigos-textos.php?id=12
19 – CECCARELLI, P. R., “Sexualidade e Preconceito”, in Rev. Latinoam. Psicop. Fund., SP, III, 3, 18-37, set. 2OOO.
20 – SOUSA FILHO, Alípio. Medos, Mitos e Castigos: notas sobre a pena de morte. São Paulo: Cortez. 1995 & Cultura, Ideologia e Representações. In: Representações sociais: teoria e pesquisa. CARVALHO, M.F.C.; PASSEGI, M. C.; SOBRINHO, M. D. (org). Mossoró: Fundação Guimarães Duque/Fundação Vingt-un Rosado. 2003
21 – Lembro-me de um adolescente que procurou-me por “dificuldades sexuais”. Ele relata que sua mãe lhe explicara, nos mínimos detalhes, o que fazer, e como faze-lo, para agradar uma mulher.
22 – FREUD, S., (1905) “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”, ESB, 1972, VII, p. 181.
23 – FERENCZI, S., Confusão de língua entre os adultos e a criança. In: Obras Completas, Psicanálise IV, Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1992, 97-106.
24 – FREUD, S., (1929). “O futuro de uma ilusão”, Op. Cit., 17.

Paulo Roberto Ceccarelli*

e-mail:pr@ceccarelli.psc.br

* Psicólogo; psicanalista; Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII; Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental; Sócio do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais; Membro da “Société de Psychanalyse Freudienne”, Paris, França; Membro Fundador da ONG TVer (ONG fundada pela Dra. Marta Suplicy a fim de discutir a qualidade da TV brasileira); Co-fundador da ONG TVer-MG; Professor Adjundo III do Departamento de Psicologia da PUC-MG (graduação de pós-graduação); Conselheiro Efetivo do X Plenário do Conselho Regional de Psicologia da Quarta Região (CRP/O4).


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