A PRODUÇÃO DISCURSIVA NO CAMPO DA PERVERSÃO

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Polêm!ca Revista Eletrônica, Vol. 9, No 2, (2010)

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Adelson Bruno dos Reis Santos
Paulo Roberto Ceccarelli

As publicações psicanalíticas no campo da perversão sugerem não haver consenso no que diz respeito ao entendimento dessa problemática pelas diversas correntes da psicanálise. Assim sendo, a compreensão do fenômeno ‘perverso’ varia consideravelmente de um modelo teórico para outro (DOR, 1991; PEIXOTO JUNIOR, 1999; FERRAZ, 2000; AULAGNIER-SPAIRANI, 2003; QUEIROZ, 2004; CECCARELLI, 2005; SANTOS & CECCARELLI, 2009). Em alguns casos, podemos observar o que poderíamos chamar de ‘imposição teórica’: em detrimento da escuta clínica, a teoria é superestimada fazendo com que o ‘perverso’, que manifesta sua forma possível e legítima de organização psíquica, seja tratado como desviante em relação a uma pretensa norma atribuída à sexualidade humana. Assim sendo, os desdobramentos clínicos daí advindos terão conseqüências que necessitam ser avaliadas.

O arcabouço teórico acerca da perversão, produzido e difundido pelas instituições de formação psicanalítica, suscita questionamentos tais como: Seria o perverso inanalisável? Ou, ocorreria, em alguns casos, a possibilidade de uma imposição teórica como defesa do analista frente à sua insuportabilidade da escuta? Os variados construtos teóricos que compõem o universo psicanalítico poderiam inibir a disposição do analista para a clínica da perversão? Como as instituições psicanalíticas, produtoras e difusoras de teorias, construíram e desenvolvem os discursos sobre a perversão, e quais as implicações éticas desses discursos no cotidiano da clínica?

É comum ouvirmos de psicanalistas que os perversos não ficam em análise e, se ficam, é pelo gancho possível de sintomas neuróticos. Pensar assim é restringir a análise aos padrões clássicos, entendendo a demanda sempre pelo viés neurótico. Não poderia a demanda se apresentar sob outras formas? (QUEIROZ, 2004)

A pulsão sexual polimorficamente perversa, tal como apresentada por Freud nos Três Ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905), parece ter sido relegada às margens no discurso de algumas correntes da psicanálise. A perversão adquiriu, no decorrer da história do movimento psicanalítico, uma conotação pejorativa de forte conotação moral e normativa. Conseqüentemente, o discurso psicanalítico muitas vezes tem sido usado para ditar o que seria uma ‘circulação pulsional normal’. Entretanto, pensamos que a psicanálise deva entender as variadas manifestações da sexualidade para além de qualquer juízo moral, fazendo valer sua neutralidade e abstenção frente à solução psíquica do sujeito que procura o tratamento analítico.

Embora muito se tenha produzido sobre a neurose e a psicose, a perversão parece ter sido (sintomaticamente?) destinada a uma espécie de limbo, gerando uma relativa escassez de literatura (QUEIROZ, 2004). Entretanto, temos assistido a uma suspensão das cortinas do cenário psicanalítico no que diz respeito a esse tema: quer seja tratada na vertente sexual-sintomatológica, clínico-transferencial, estrutural, ético-analítica, político-social e outras tantas, a perversão tem encontrado cada vez mais espaço para debate e produção científica. Estaria a psicanálise revisitando e reorientando sua práxis e sua ética diante das desafiadoras constituições subjetivas atuais cada vez menos estruturadas sob o viés neurótico? Ou, ao contrário, o rótulo ‘perverso/perversão’ tem produzido uma ‘histeria coletiva’, sendo utilizado como uma ‘palavra fetiche’ quando o psicanalista se vê interpelado por uma manifestação do sexual que escapa à sua compreensão produzindo resistência à escuta?

Torna-se imprescindível um olhar mais amplo e crítico que proporcione uma melhor compreensão da perversão. É preciso questionar as instituições psicanalíticas diante dos discursos que elas sustentam, e averiguar como o ‘perverso’ tem encontrado acolhida na clínica. O resgate da construção do discurso da perversão pela psicanálise é fundamental para se avaliar as conseqüências políticas, práticas e éticas do emprego desse discurso na clínica. Devemos revisitar criticamente nossos dispositivos teórico-clínicos para nos aproximarmos cada vez mais, e sob o modo psicanalítico, dessa problemática.

O veredictum sem apelo: “o perverso é refratário à análise”; ou ainda, “o perverso não é analisável” só faz alimentar o preconceito e a escassez de literatura clínica sobre o tema. Para Ceccarelli (2004), tais afirmativas se ancoram em uma postura teórica cuja preocupação central é a de tentar encaixar o sujeito numa categoria nosográfica, traduzindo, assim, um embotamento crítico e um marasmo teórico. Trata-se da perversão do outro lado do divã.

A escuta do perverso requer a disposição para suportar o ódio que aparece na transferência como forma de desdém pelo trabalho do analista. Escutar o perverso “exige um investimento particular do analista para acompanhá-lo passo a passo de volta pela tortuosa e repetitiva trilha da sexualidade pré-gential até os pontos de fixação da libido […] Como reagimos a isto?” (CECCARELLI, 2004, p. 244).

Estaria o analista imune ao retorno dos restos não analisáveis – ou seja, do real – de sua sexualidade perverso-polimorfa presente em seu inconsciente? Cabe, pois, questionarmos sobre a possibilidade de uma resposta perversa do analista baseada no poder que a transferência lhe confere. A situação analítica na clínica da perversão pode comportar, dentre outros riscos, a tentação de obter gratificações narcísicas no contato com o outro, quando o analista busca assegurar-se de sua superioridade moral e intelectual sobre o paciente. É possível que a cena analítica seja usada para que o analista explore os pontos obscuros de sua própria análise (GABBARD, G.; LESTER, E., 1995).

Sobre os chamados ‘perversos inanalisáveis’ que procuram análise, mais importante do que provar se a teoria se aplica a estes casos, é saber se é possível escutá-los; se o analista se dispõe a escutar seus motivos como uma demanda de análise. Tal reflexão nos leva a uma questão importante: a de saber se, de fato, “esta estrutura psíquica constitui uma organização definitiva” na qual “o perverso passa pelo enquistamento de toda a economia do desejo, que contribuirá para a instalação de uma fixação psíquica irreversível” (DOR, 1991, p. 30). Ora, o perverso apresentado por Joel Dor, instalado em uma posição psíquica irreversível, é o mesmo perverso do qual nos fala Freud e Lacan?

Na formulação lacaniana, a perversão é colocada em termos estruturais e não como desvio e fixação da pulsão. Sabemos, entretanto, que essa posição de Lacan é tributária da noção de sujeito introduzida por ele na psicanálise. Cabe ainda lembrar, que embora Lacan tenha contribuído de maneira inestimável para o tema da ética em psicanálise, ele não apontou, diretamente, para a impossibilidade da clínica da perversão. Esta postura, na maioria das vezes, se deve a uma interpretação equivocada e tendenciosa das posições de Lacan em relação ao tema, alimentadas por posturas radicais e ortodoxas de alguns de seus discípulos.

A teoria freudiana, baseada na dinâmica pulsional, inscreve o destino sexual perverso como um dos caminhos possíveis do desenvolvimento dito ‘normal’ da sexualidade, justificando assim as ressurgências na economia libidinal do sujeito adulto. A teoria freudiana jamais atribuiu à perversão características definitivas ou irreversíveis. Para Freud:

O bloqueio do fluxo pulsional devido ao recalque não se aplica apenas às tendências “negativas” para a perversão que aparecem nas neuroses, mas igualmente às perversões chamadas positivas. Assim, estas ultimas devem originar-se não apenas de um fixação de tendências infantis, mas também de uma regressão àquelas tendências como resultado do bloqueio de outros canais da corrente sexual. É por este motivo que “as perversões positivas são acessíveis à terapia psicanalítica” (FREUD, 1905/1972, p. 239, nota [o grifo é nosso])

Para Ceccarelli (2005), é possível que uma determinada organização psíquica possa encontrar acolhimento em uma teoria e não em outra. O importante, então, seria observar o ponto de vista das diversas correntes e o que elas têm a oferecer para melhor auxiliar o analista na escuta do sujeito, pois nenhum fenômeno psíquico pode ser reduzido a uma única forma discursiva.

Dogmatizar a teoria psicanalítica é incorrer no risco de domesticar a descoberta freudiana e utilizá-la como técnica para ditar uma normatização para a circulação do desejo. Não podemos esquecer que, em se tratando da sexualidade humana, é preciso considerar a pluralidade de seus enigmas, pois não existe uma forma única de travessia edípica nem, tampouco, um modelo único de produção de alteridades.

O uso perverso da teoria pode gerar desdobramentos desastrosos na clínica psicanalítica. O paciente transformado em ‘sujeito-teórico’ desaparece quase por completo, ou pelo menos é desacreditado sem qualquer consideração especial, pois o núcleo de identidade da corrente teórica plenamente assumida poderá concentrar mais força de crença do que todo o material concreto das sessões: “eis o destino inglório do especialista absoluto de um modelo só”. (HERRMANN, 1993, p. 146).

Ferraz (2000) sugere que a clínica da perversão pode colocar o analista perante a máxima exigência ética da psicanálise, que pressupõe neutralidade e abstinência. Entretanto, a observância dessas exigências não pode confundir-se com complacência ou conveniência diante da possível perversidade presente na conduta do paciente, seja na transferência, seja nas suas relações com o mundo.

Em sua fantasia, o ‘perverso’ pode deparar-se com a barra imposta pela castração. Quando a relação com o gozo é perturbada, a ruptura da montagem perversa desestabiliza o sujeito possibilitando, assim, o surgimento da angústia. Nesses momentos é possível que esse sujeito busque a análise. Mas o que o ‘perverso’ quer do analista? Qual seria o papel do analista quando este sujeito busca a análise? Como o ‘perverso’ escuta as palavras do analista e o que faz com elas?

Trata-se, na prática, de um difícil desafio lançado ao analista, pois o tema da perversão costuma incomodar e produzir efeitos contratransferenciais nada banais. O perverso desafia o analista em sua práxis e em sua ética, reeditando no real de suas encenações a recusa à castração, à alteridade, à perda das prerrogativas (imaginárias) de seu narcisismo infantil, que a análise ameaça impor-lhe. Mas, estaria assegurada ao analista a assepsia de seu lugar e de sua função, supostamente garantidos por sua análise e por todo seu arsenal teórico?

A própria “escolha” de se tornar analista estaria inconscientemente condicionada por uma formação de compromisso, que busca gratificar derivados pulsionais primitivos como os desejos de ver alguém sofrer ou de satisfazer a curiosidade sexual, sublimados em versões modificadas vivenciadas no trabalho analítico (COUTINHO, 2004, p. 36).

Sobre o tratamento de pacientes considerados difíceis ou inacessíveis à análise, há sempre algo a ser feito “… e esse posicionamento não decorre de um mero princípio da técnica, mas, antes, de uma disposição ética” (FERRAZ, 2000, p. 106). Mas qual a ética da psicanálise? Sem resposta a esta questão, o analista pode se reduzir a uma posição moralizante ou a uma posição perversa, com uma grande facilidade de passar de uma a outra, o que não é surpreendente quando se sabe das analogias estruturais dessas posições. Para Mezan (1998), a tolerância ao desvio é um valor eticamente analítico.

Garantir a sobrevivência psíquica do paciente deve ser o valor ético fundamental da psicanálise (MCDOUGALL, 2001). Não compete ao analista destruir as soluções psíquicas possíveis, por mais patológicas que elas possam lhe parecer, mas sim trabalhar por outras soluções mais criativas e menos geradoras de sofrimento. “Não creio que a disciplina freudiana seja uma ética, mas sim que existe uma questão ética para a psicanálise, ou, mais precisamente, uma questão ética para o psicanalista” (MEZAN, 1998, p. 210).

Sendo as práticas ditas perversas o único meio de relacionamento encontrado pelo sujeito, seria justo, como analistas, exigirmos uma mudança apenas por considerarmos suas práticas desviantes? McDougall (2001) defende que não cabe ao analista qualquer exigência de transformação rumo à pretensa normalidade, pois não existe, a priori, nenhuma forma de sexualidade que constitua uma garantia contra distúrbios psicológicos. Lembremos-nos que sob uma superfície neurótico-normal conservamos os traços da criança perverso-polimorfa.

Muito tem sido escrito acerca da ética da práxis psicanalítica. Entretanto, como psicanalistas, temos fracassado em examinar em que medida nossa teoria e nossa prática são afetadas pelos juízos de valor de nossos teóricos e clínicos. Freud talvez acreditasse que os psicanalistas, uma vez analisados, estariam completamente livres de julgamentos morais em relação a seus analisandos. Não seria esta uma esperança ingênua? (MCDOUGALL, 2001)

A continuação da psicanálise como doutrina e como prática poderia ficar em perigo se nosso objetivo declarado de fazer com que o sujeito se aperceba mais de seus conflitos, antes inconscientes, for considerado, pelo sujeito, desviante e sentido como ameaçador para a ordem existente. Ao mesmo tempo se, como analistas, concordarmos com valores que ameaçam nossa neutralidade essencial em relação aos nossos analisandos “ou se concordarmos em adotar valores que impedem o aperfeiçoamento de nossa reflexão teórica, então nós mesmos” nos submeteremos ao “risco de perder nossa identidade e de nos tornarmos assimilados antes a um grupo político ou religioso do que a um grupo cientifico” (MCDOUGALL, 2001, p 244).

O divã não deve se transformar no leito de Procusto! Não cabe aos psicanalistas impor seus sistemas de valores, suas preferências sexuais, suas opiniões políticas, ou as convicções teóricas de suas instituições a seus pacientes, pois esta atitude constitui uma perversão do papel analítico. O analista que se atribui o direito de preconizar normas aos seus analisandos poderá tornar-se prejudicial a eles, pois “ninguém conduzirá seus analisandos mais além do exercício de sua própria capacidade de questionar-se”. (MCDOUGALL, 1989, p. 182).

A relação analítica depende, portanto, do analista ser capaz de sustentar o discurso de um paciente que questiona o seu saber e o coloca à prova. Desde o início, essa relação encontra-se comprometida pelo fato de o “perverso” recusar ao analista o pedestal do “sujeito suposto saber” que o neurótico lhe concede de tão bom grado: “o analista é desafiado por querer refugiar-se nesse pedestal” (CLAVREUL, 1990, p. 140). Para o analista, o fundamental nesse caso é se dispor a suportar, em sua relação com o perverso, essa ‘castração’ que este lhe impõe.

Ferraz (2002) alerta para o risco de normotização do psicanalista devido à normalização da formação perpetrada pelas instituições psicanalíticas. Se a essência da psicanálise é o combate às formas de alienação que oprimem o sujeito, como explicar que em seu processo de institucionalização ele se submeta às mesmas contingências experimentadas por outros saberes que se instituem em agrupamentos humanos? Não deveria a psicanálise se opor às formas de normalização que alienam o sujeito?Ao formar uma instituição psicanalítica oficial que julgasse o que era e o que não era psicanálise, Freud (1914) talvez não esperasse que as instituições transmissoras da sua “descoberta” se tornassem juízas daquilo que é e daquilo que não é normal, daquilo que é e daquilo que não é moral!

Assim sendo, Ferraz (2002) observa que as instituições psicanalíticas muitas vezes não logram êxito na tarefa de transpor a ética analítica para dentro de si. O livre-pensar se prestaria, portanto, ao risco de ser inibido em nome da unificação do discurso institucional. É necessário que as instituições tomem a si próprias como objeto de análise e desenvolvam mecanismos de arejamento político e científico. As identificações maciças são sempre prejudiciais ao psicanalista, e é imprescindível que sejam rompidas. A crença dogmática na teoria ou no valor do julgamento pessoal só traz prejuízo e falta de criatividade. Repensar os articuladores teóricos dos quais dispomos como auxílio para a prática clínica requer uma inventividade maior do que o apego a procedimentos usuais.

O campo das perversões ainda se mantém coberto de imprecisões e controvérsias. “Se o complexo de Édipo e o complexo de castração – operadores analíticos fundamentais – têm papel central na dinâmica das perversões sexuais, por que estas são rechaçadas do campo da psicanálise?” (BERNARDES, 2003, p. 35). Analistas que se apegam às atitudes de condenação e preconceito no que tange ao campo da perversão parecem contradizer os pressupostos freudianos sobre os quais, muitos deles, afirmam se ancorar. Nem mesmo o retorno a Freud proposto por Lacan foi suficiente para desfazer este equívoco.

Formações de compromisso com roupagens diferentes e novos discursos emergem na cena psicanalítica que, por sua vez, demandam pesquisas mais aprofundadas e exigem certa dose de subversão à regra analítica clássica. Limitar-se à escuta, nos lembra Queiroz (2004), parece insuficiente frente às psicopatologias atuais, assim como perante a clínica da perversão que exige certa flexibilidade dos limites analíticos. Enfim, o fundamental é se dispor a assumir outras posições e outras disposições diferentes das mantidas pela análise clássica.

Adelson Bruno dos Reis Santos

Psicólogo graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC-MG (Belo Horizonte, MG, Brasil); mestrando em psicologia.

e-mail: adelsonbruno@uol.com.br

Paulo Roberto Ceccarelli*

e-mail: pr@ceccarelli.psc.br

* Psicólogo; psicanalista; Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII; Pós-doutor pela Universidade de Paris VII; Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental; Sócio de Círculo Psicanalítico de Minas Gerais; Membro da “Société de Psychanalyse Freudienne”, Paris, França; Membro fundador da Rede Internacional em Psicopatologia Transcultural; Professor Adjunto III no Departamento de Psicologia da PUC-MG.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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CECCARELLI, P. R. A perversão do outro lado do divã.In ___ Destinos da Sexualidade; PORTUGUAL, A. M; PORTO FURTADO, A; (org.). São Paulo, Casa do Psicólogo, 2004; p. 243-257.

CECCARELLI, P. R. Perversão e suas versões. In ___ Reverso, Revista do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais, 2005; Ano XXVII, 52, p. 43-50.

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COUTINHO, A. H. S. A. Contratransferência, perversão e o analista in-paciente. In ___ Reverso, Revista do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais, 2004; Ano XXVI, 51, p. 29-42.

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FERRAZ, F. C. Perversão. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.

FERRAZ, F. C. Normopatia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002.

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FREUD, S. A história do movimento psicanalítico(1914). Edição Standard Brasileira das Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago, 1976. Vol. XIV.

GABBARD, G.; LESTER, E. Boundaries and Boundary Violations in Psychoanalysis. New York: Basic Books, 1995.
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MCDOUGALL, J. Teatros do eu. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.

MEZAN, R. O Psicanalista como sujeito moral. In ___ Tempo de Muda: ensaios de psicanálise. São Paulo: Companhia das Letras; p. 195-210; 1998.

PEIXOTO JUNIOR, C. A. Metamorfoses entre o sexual e o social: uma leitura da teoria psicanalítica sobre a perversão. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.

QUEIROZ, E. F. A clínica da perversão. São Paulo: Editora Escuta; 2004.

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