REFLEXÕES SOBRE A ECONOMIA PSÍQUICA DAS ADICÇÕES

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Comecei a compreender que a masturbação é o grande hábito, o “vício primário”, e que é somente como sucedâneo e substituto dela que outros vícios – álcool, morfina, tabaco etc. – adquirem existência.

Sigmund Freud

 

Introdução

Como sabemos, a natureza do objeto adictivo determinará, em grande parte, o destino psicossocial do sujeito. Certas adicções, por exemplo o crack e mais recentemente o oxi[2], trazem danos orgânicos irreversíveis podendo conduzir rapidamente à morte. Já outras – trabalho, afetivas, sexuais, jogo, algumas drogas – embora nefastas para o sujeito por induzirem-no à práticas e comportamentos que lhe fogem ao controle, produzem danos menores. O crescimento em âmbito mundial das adicções tem gerado um número igualmente crescente de trabalhos teórico-clínicos sobre o tema nas mais diversas áreas do conhecimento, embora o uso de substâncias químicas para diminuir ou mesmo acabar com o sofrimento sempre acompanhou o ser humano. Na psicanálise, os autores tentam compreender as adicções a partir de suas posições teóricas. A leitura da vasta bibliografia sobre o tema mostra divergências teórico-clínicas radicais quanto à heterogeneidade das condutas adictivas, sugerindo que a compreensão das adicções está longe de obter consenso entre os psicanalistas[3].

Minha intensão neste trabalho não é fazer uma revisão bibliográfica crítica sobre as adicções e suas consequências psico-físico-sociais: uma tal empreitada, como sugere a bibliografia citada, teria que levar em conta vários fatores tais como o conceito mesmo de adicção e o que ela significa, pois tais nomeações são tributárias do contexto sócio-histórico e as condições econômicas nos quais as adicções emergem. Isto posto, proponho trazer uma reflexão sobre a economia psíquica que subjaz às adicções sem, no entanto, sugerir que todas as adicções possuam uma mesma dinâmica. Tenho por hipótese que o comportamento adictivo responde a uma organização psíquica à qual o sujeito se encontra assujeitado. Uma dinâmica marcada pelo excesso de patos, de paixão, que leva ao sofrimento tal com o entende a Psicopatologia Fundamental[4].  Como tentativa de escapar a este estado psíquico gerador de grande angústia, a adicção aparece como um "amortecedor de preocupação" (Sorgenbreche: Sorgen = preocupação; inquietude ; brechen = quebrar, romper.) que permite "em qualquer ocasião afastar-se da pressão da realidade e encontrar refúgio num mundo próprio, com melhores condições de sensibilidade"[5]. É nessa propriedade das drogas que reside o seu perigo, pois a substância tóxica ocupa um função na vida psíquica – a de amortecer os problemas – e a ela recorremos de forma constante para evitar o desprazer. Tentar discutir sobre as origens e destinos desta "preocupação" é a minha proposta. Freud vê na intoxicação o método mais grosseiro, embora o mais eficaz, para escapar ao sofrimento, pois para ele "todo sofrimento nada mais é do que sensação; só existe na medida em que o sentimos, e só o sentimos como conseqüência de certos modos pelos quais nosso organismo está regulado"[6]. Entretanto, continua Freud no mesmo parágrafo,

é possível que haja substâncias na química de nossos próprios corpos que apresentem efeitos semelhante pois conhecemos pelo menos um estado patológico, a mania, no qual uma condição semelhante à intoxicação surge sem administração de qualquer droga intoxicante.

 Manter o organismo regulado de forma a causar menos sofrimento e tornarmos "incapazes de receber impulsos desagradáveis" é a função dos tóxicos que, como vimos, pode ser produzidos por substâncias internas do próprio organismo. Freud lamenta que "até agora [1930] esse lado tóxico dos processos mentais tenha escapado ao exame científico". Ora, a economia adictiva não poderia, tal como na mania, produzir efeitos semelhantes aos da intoxicação?

Baseio minha hipótese no trabalho clínico que realizei por mais de 3 anos no Centre Pierre-Nicole, em Paris[7]. O que fez este trabalho particularmente instrutivo foi o fato de que, além dos atendimentos psicológicos, havia uma convivência durante o dia todo com os residentes do centro. Isto permitiu-me um contato próximo com o cotidiano deles tanto no centro quanto fora dele, pois, muitas vezes, eles pediam para ser acompanhados quando tinham que sair por algum motivo. As considerações e hipóteses que este trabalho clínico me propiciou, juntamente com a bibliografia que utilizei para tentar compreender a economia psíquica da adicção, são por demais extensas para serem citadas em sua totalidade. Para os objetivos deste texto, limitar-me-ei a um dos pontos que mais me chamou a atenção, e que poderia ser descrito como um “medo generalizado" que muitos sentiam frente a uma situação na qual deveriam se posicionar de forma autônoma e independente para resolvê-la. Lembro-me, por exemplo, de um homem, em torno dos 28 anos, que pediu-me mais de uma vez para acompanhá-lo ao banco para esclarecer o por quê de seu saldo estar errado. Uma outra, sempre pedia para alguém ir com ela fazer compras, pois tinha medo de não saber deixar claro o que queria. Enfim, eram situações onde deveriam ser aquilo que chamo "pai para si mesmo". Esclarecerei este ponto mais adiante.  Pude observar este "medo generalizado" em pacientes que atendi, e ainda atendo, em meu trabalho clínico. Um deles disse-me que este "medo de tudo" o acompanha "desde que me lembro por gente". Situações profissionais que implicam tomar decisões, posicionar-se em relação aos outros, são-lhe insuportável a ponto de ficar sem dormir, ou ter terríveis pesadelos nos quais  ele se sente completamente sem saber o que fazer e acorda tomado por uma grande angústia. É importante frisar que nem todos que sentem este medo, em suas várias apresentações, recorrem às drogas como um "amortecedor de preocupação": os comportamentos adictivos são extremamente variados e, muitas vezes, só emergem na cena analítica após algum tempo de trabalho. Também acontece de parecerem de tal forma "normais", ou socialmente valorizados, que apenas a análise da economia psíquica que os organiza revela seu caráter adictivo. Alguns sujeitos respondem a esta economia com grande angustia e não recorrerem a um objeto, ou a um comportamento, particular em busca de alívio. Neste sentido, creio que podemos considerar que o objeto da adicção é, em certa medida, contingente, pois representa aquilo a que o bebê, nas suas primeiras trocas afetivas com o mundo, pode "agarra-se" para sobreviver psiquicamente. Isto significa que este objeto externo, este "outro" necessário a sobrevivência, pode tomar qualquer forma: droga, jogo, trabalho, sexualidade, uma pessoa…

A maneira como estes sujeitos falavam deste medo, a sensação de angústia e de vazio que ele provocava, lembrou-me aquilo que Balint chama de "falha básica[8]": uma falha narcísica muito primitiva que influencia a construção da psicossexualidade e participa no modo de investimento do sujeito fará no mundo externo. Na tentativa de colmatar esta falha, o sujeito se lança a uma procura narcísica no exterior. O "amortecedor de preocupação" encontrado, investido de uma função específica de tentativa de cura, não possui identidade própria, servindo apenas para tamponar a falha narcísica. Por se tratar de uma relação pré-edípica, apenas o sujeito conta: o objeto da adicção está ali apenas como coadjuvante na eterna tentativa sempre frustrada e constantemente renovada de apagar a falha básica. Operando uma divisão do Eu, o objeto responde à onipotência infantil ao satisfazer de imediato as pulsões primárias mais exigentes sem levar em conta os efeitos posteriores de seus atos no adulto que sofrerá as consequências[9]. A criança que sofre no adulto, acredita ter descoberto o objeto graças ao qual ele não vai mais sofrer, e que jamais o abandonará.

A primeira relação de dependência do bebé humano é estabelecida com o Outro que, no início da vida, é incarnado por quem o acolheu no mundo e lhe deu vida psíquica. Ela se traduz pela crença que o Outro possui poderes ilimitados e qualidades mágicas que resguardam a criança contra todas as frustações. Acreditando ser amado incondicionalmente, a criança está pronta a fazer tudo para não perder a ilusão de que, sob sua proteção, nada poderá lhe acontecer. Esta dependência com os primeiros objetos é fundamental para que o bebê lide com o seu desamparo (Hilflosigkeit) constitucional. O desamparo, sabemos, não se refere apenas ao período durante o qual o "jovem da espécie humana está em condições de desamparo e dependência[10]". Juntamente com o desamparo fisiológico, pois o recém nascido necessita de um agente externo para satisfazer as necessidades, garantir a sua sobrevivência, aliviando assim a tensão, existe também o desamparo psíquico posto que, no começa da vida, o bebê humano não tem como lidar com as demandas pulsionais filogeneticamente herdadas[11]. Esta particularidade do ser humano fez com que, ao longo da história da humanidade, ele tenha recorrido aos mais diversos expedientes – internos e/ou externos – para tentar lidar com este desamparo, fazendo com que o universal se singularize na particularidade do trajeto identificatório de cada um[12]. Esta dependência inicial pode transformar-se em necessidade fazendo com que o recém-nascido seja incapaz de separar-se de quem representa o Outro. Adicto à sua presença, ele é incapaz de construir um mundo interno tranquilizador e ser capaz de estar só[13]

A história que revivemos no complexo de Édipo é filogeneticamente determinada e repete a longa história do desenvolvimento da espécie humana[14]. E como no mito fundador da espécie humana na qual o tirano da horda, ainda que castrador, oferecia proteção, o pai[15] tem a tarefa de substituir a mãe na proteção da criança contra os perigos de mundo externo[16]. A dissolução do complexo de Édipo transformará o grande homem da infância[17] em nostalgia do pai: a proteção de um pai continua sendo a maior necessidade da infância: "o anseio por um pai constitui um motivo idêntico à sua necessidade de proteção contra as consequências da debilidade humana[18]. Ou seja, o pai que protege a criança no início da vida reatualiza o tirano que, na aurora da humanidade, protegia os membros da horda contra os perigos do mundo exterior. Ontogênese e filogênese, a pequena história e a grande História, se unem no crime principal e primevo da humanidade[19]. A morte do pai imaginário (o tirano da horda) que cada criança tem que levar a cabo no final do Édipo a fim de transformá-lo em pai simbólico reatualiza a o assassinato do tirano perpetrado pelas "crianças" da horda.

O complexo de castração impõe limitações tanto às atividades sexuais da criança quanto as dos protagonistas da cena edípica. A capacidade do pai em suportar os investimentos libidinais, e sobretudo os hostis, da criança pré-edipiana está diretamente ligada com a sua própria trajetória edípica: o encontro pai/filho reatualiza as marcas significantes do pai de agora com o filho que ele foi outrora[20]. Entretanto, quando ele não responde ao lugar que lhe é destinado na cadeia de gerações – seja por dificuldades em assumir este lugar, ou pela ansiedade suscitada pelos investimentos do filho – este último sente-se desamparado sem saber o que fazer, a quem recorrer, no que diz respeito às moções pulsionais que necessitam ser acolhidas e direcionadas para que o trabalho de cultura (Kulturarbeit) ocorra; isto é, para que as pulsões incestuosas e agressivas sejam, via sublimação, utilizáveis socialmente[21]. Se as ameaças inerentes ao desamparo não são transformadas em "angústia do pai"[22], os sentimentos ambivalentes experimentados pela criança podem prejudicar a maturação do desejo de morte do pai, e comprometer as identificações edipianas. Neste caso, um circuito de desinvestimentos se estabelece, pois a ansiedade causada pelos investimentos da criança pode ser vivenciada pelo pai, tal como Laios, com uma ameaça fazendo com que ele desinvista o filho gerando, neste último um sentimento de não ser amado que se traduz por uma baixa "auto-estima" em vários aspectos da vida. Acredito que aqui se encontrem as origens daquilo que muitos sujeitos em análise qualificam como ter tido "um pai distante" e o de se sentirem "mais próximos da mãe".  Seja como for, em diferentes circunstâncias de sua vida, o sujeito lançará mão do pai imaginário, com toda a fantasmática a ele ligada, para fazer frente as vicissitudes da existência.

Sem o pai simbólico, sem a introjeção da imago paterna protetora, a única figura de pai continuará sendo a do tirano, que pode castrar ou seduzir. O desamparo no adulto, nos lembra Freud[23], possui um protótipo infantil

já uma vez antes, nos encontramos em semelhante estado de desamparo: como crianças de tenra idade, em relação a nossos pais. Tínhamos razões para temê-los, especialmente nosso pai; contudo, estávamos certos de sua proteção contra os perigos que conhecíamos.

Na falha desta proteção, a relação do sujeito com o mundo, e em particular com outros homens, pode apresentar-se sob o modo persecutório ou histérico.

Temos aqui, a meu ver, as bases da economia adictiva: a preocupação (Sorgen) a ser quebrada, amortecida (brechen) seria o colapso psíquico devido à falta de introjeção das imagos parentais necessárias para que, passado o desamparo inevitável dos primeiros anos de vida, a criança seja o que chamei "pai para si mesmo". Trata-se uma dinâmica psíquica particular da qual, como uma droga, o sujeito é dependente e lança mão sempre que uma ameaça real ou imaginária  se lhe apresenta.  

Dito de outra forma: quando a criança não vê naquele/a que a acolhe  no mundo o pai imaginário, que impõe limites e, ao fazê-lo, a protege de suas fantasias incestuosas e destrutivas, o "amparo" (imaginário) não ocorre. Neste caso, o infantil sempre presente no adulto, reaparecerá de forma ameaçadora, senão desruptiva. O mundo externo tornando-se ameaçador, os comportamentos adictivos traduzem tentativas de amortecer esta economia pulsional geradora de intensa angústia. Não fundo, nada mais são do que uma "defesa contra o desamparo infantil"[24]. Naturalmente, nenhum objeto servirá para este fim fazendo do recurso às adicções um eterno recomeçar.

Os destinos desta economia visando elaborar a carência simbólica são vários. Por exemplo, o sujeito pode atuar como "pai" em seus relacionamentos na perspectiva narcísica de cuidar como gostaria de ter sido cuidado; ou ainda tentará exercer o papel de pai com o seu próprio pai – situação bastante comum nos alcoolistas – colocando limites lá onde o pai não o fez. Temos, também, além das adicções em suas múltiplas formas, as religiões, as ligações inquestionáveis aos mestres, às teorias tomadas como verdades e, provavelmente, a que mais trazem sofrimentos: a adicção ao outro, pois nela “a fronteira entre ego e objeto ameaça desaparecer”[25]. Lembro-me de uma pessoa em análise que não se conformava com a morte do marido, pois ele, ao morrer, provocou-lhe um grande estrago narcísico reabrindo a falha básica. A dependência que ela tinha do marido, verdadeiro objeto de adicção, a ajudava suportar toda e qualquer experiência de afeto interna ou externa. Seja como for, o que caracteriza esta economia psíquica é que ela cria, nos que dela são dependentes, a ilusão de serem confortados e acolhidos no desamparo: ela torna-se um arrimo de segurança, ou seja, um "amortecedor de preocupações". Não é por acaso que as associações que acolhem adictos – a Associação dos Alcoólicos Anônimos talvez seja a mais conhecida – tem grande sucesso: elas estão sempre prontas a acolher os sujeitos que a procuraram voluntariamente oferecendo, assim, uma solução ao desamparo infantil sempre presente e atuante nestes sujeitos.

 

Para concluir

Embora o avanço dos estudos e pesquisas sobre as condutas adictivas tenha trazido contribuições novas e fundamentais para a compreensão da economia psíquica das adicções, a observação de Freud, de mais de 110 anos citada em epígrafe ainda não foi, a meu ver, suficientemente explorada. Naquele mesmo texto Freud[26] continua: "Os narcóticos (e eu acrescentaria: as condutas adictivas) visam a servir – direta ou indiretamente – de substitutos da falta de satisfação sexual; e sempre que a vida sexual normal não pode mais ser restabelecida, podemos contar, com certeza, com uma recaída do paciente".

Se a sexualidade vai muito além da genitalidade, as práticas adictivas respondem a uma dinâmica psíquica que tem a mesma economia da satisfação sexual no modo narcísico:

Não é verdade que o vinho sempre proporciona ao beberrão a mesma satisfação tóxica que, na poesia, tem sido tão freqüentemente comparada à satisfação erótica? (…) Se atentarmos para o que dizem os grandes alcoólatras, como Böcklin, a respeito de sua relação com o vinho, ela aparece como a mais harmoniosa possível, um modelo de casamento feliz[27].

A falta de relações objetais tranquilizantes para acolher o recém nascido em seu desamparo cria "espaços vazios" que exigem respostas narcísicas imediatas para suportar a intensa angústia ai gerada. No início da vida, a polimorfia da sexualidade infantil pode propiciar uma descarga rápida e imediata às tensões internas, relativamente independente do mundo externo: "abandonado a si mesmo, o masturbador se acostuma, sempre que acontece alguma coisa que o deprime, a retornar a sua cômoda forma de satisfação"[28]. Mais tarde, as condutas adictivas podem servir para descarregar do excesso tensão, sem que exista uma participação da corrente afetiva: os "parceiros" – as drogas, o jogo, a internet, as pessoas, o trabalho… – são substitutos dos primeiros expedientes utilizados pelo Eu em constituição na tentativa de criar um equilíbrio pulsional suportável.
 


[1] Este texto faz parte de um projeto de pesquisa que conta com o apóio de uma Bolsa de Produtividade do CNPq.

 

[2] O oxi é uma mistura de querosene, cal virgem e a pasta-base de cocaína. A droga, bem mais devastadora do que o crack, é vendida em pequenas pedras ao valor médio de 2 reais a unidade. O oxi surgiu nos anos 80s no Acre, popularizou-se na região Norte, e está se espalhando nas cidades do Centro-Oeste e Sudeste.

 

[3] Para citar alguns: FREDA, F. H. Qui vous l'a dit? In: Autrement: L'esprit des drogues. 106, Avril 1989; OLIEVENSTEIN, C. Toxicomanie et psychanalyse. In: Bulletin de liaison du CNDT. 15, 105- 107, 1989; RADO, S. La psychanalyse des pharmacothymies. In : Revue Française de Psychanalyse. 39, 4, 603-618, 1975; ROSENFELD, H. (1960). La toxicomanie. In. Etats psychotiques. Paris: PUF, 1976; GAMMIL, J. Narcissisme, toute puissance et dépendance. In : Le psychanalyste à l'écoute du toxicomane. Paris: Dunod, 1981; WINNICOTT, D. W. (1951) Objets transitionnels et phénomènes transitionnels – Une étude de la première possession non-moi. In : De la pédiatrie à la psychanalyse. Paris: Payot, 1969; BALINT, M. A falha básica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993; ZAFIROPOULOS, M. Le toxicomane n'existe pas. Cahiers de recherche du champ freudien. Paris: Navarin. 1988; LE POULICHET, S. Toxicomanies et psychanalyse – les narcoses du désir. Paris: PUF, 1987; LE POULICHET, S. (org.) Les addictions. Paris: PUF, 2000. MELMAN C. Un héroïsme de masse. In: Autrement, l'Esprit des drogues, 106, Avril 1989; McDOUGALL, J. Théâtres du Je. Paris: Gallimard, 1982; & Théâtres du corps. Paris: Gallimard, 1989; & L’économie psychique de l’addiction. In: Anorexie, addictions et fragilités narcissiques. Coll. Petite Bibliothèque de Psychanalyse. Paris: PUF, pp. 11-36, 2001; & As múltiplas faces de Eros. São Paulo: Martins Fontes, 1997. LESOURNE, O. La genèse des addictions: essai psychanalytique sur le tabac, l'alcool et les drogues. Paris: PUF, 2007. DOMIC, Z. L'Etat Cocaïne: 
Science Et Politique De La Feuille a La Poudre. Paris: PUF, 1992; & As jogadoras: uma viagem sem droga? In: Reverso, 32, 59, p. 83-92, jun. 2010.

 

[4] BERLINCK, M. O que é psicopatologia fundamental. In: Rev. Latinoa. de Psicop. Fund., I, 1, 46-59, set. 1998.

 

[5] FREUD, S. (1930) O Mal-estar na civilização. ESB, v. XXI, 1974, p. 97.

 

[6] FREUD, S. (1930) O Mal-estar na civilização. Op. Cit., p. 96.

 

[7] Trata-se de centro de pós-tratamento para heroinômanos. O centro possui uma equipe multidisciplinar que acolhia homens e mulheres solteiros, mas também casais e muitas vezes com recém nascidos, que estavam tentando abandonar o vício. As pessoas em tratamento moravam no centro por um período máximo de seis meses. Neste tempo, além do acompanhamento psicológico visando o abandono do uso da droga, a equipe realizava um trabalho de reinserção social junto à família e a sociedade em geral.

 

[8] BALINT, M. A falha básica, Op. Cit.

 

[9] LESOURNE, O. La genèse des addictions: essai psychanalytique sur le tabac, l'alcool et les drogues. Op. Cit.

 

[10] FREUD, S. (1926) Inibições sintomas e ansiedade. ESB, v. XX, 1976, p.179.

 

[11] FREUD, S. (1916) Neuroses de transferência: uma síntese. Rio de Janeiro: Imago, 1985.

 

[12] CECCARELLI, P-R. A patologização da normalidade. In:  Estudos de Psicanálise.  Aracaju, 33, p.125-136, Julho, 2010.

 

[13] WINNICOTT,D. Explorações psicanalíticas. Porto Alegre: Artmed, 2004.

 

[14] FREUD, S. (1933). Conferências Introdutórias sobre a Psicanálise. ESB, v. XVI,  Conf. XXI, 1976.

 

[15] Nunca é demais lembrar, sobretudo a partir das novas configurações familiares da contemporaneidade, que o significante "pai", o pai no real, refere-se a quem acolhe o bebê humano em sua condições de desamparo.

 

[16] FREUD, S. (1927) O futuro de uma ilusão. ESB, v. XXI, 1974.

 

[17] FREUD, S. (1939) Moisés e o monoteísmo.   ESB, v. XXIII, 1975, p. 131.

 

[18] FREUD, S. (1927) O futuro de uma ilusão. Op. Cit., 36.

 

[19] FREUD, S. (1928) Dostoievski e o parricídio. ESB, v. XXI, 1975, p. 211.

 

[20] Sobre as vicissitudes deste encontro, ver o livro fundamental sobre o tema de Piera Aulagnier. Conf. AULAGNIER, P. A violência de interpretação. Imago, Rio de Janeiro, 1979.

 

[21] FREUD, S. (1908) Moral sexual 'civilizada' e doença nervosa moderna. ESB, v. IX, 1976.

 

[22] FREUD, S. (1916) Neuroses de transferência: uma síntese. Op. Cit., p. 77.

 

[23] FREUD, S. (1927) O futuro de uma ilusão. Op. Cit., 28.

 

[24] FREUD, S. (1927) O futuro de uma ilusão. Op. Cit., .

 

[25] FREUD, S. (1930) O Mal-estar na civilização. ESB, v.XXI, 1974, p.83.

 

[26] FREUD, S. (1898) A etiologia sexual das neuroses. ESB, v. III, 1976, p. 302.

 

[27] FREUD, S. (1912 ) Contribuições a psicologia do amor II. ESB, v. XI, 1970, p. 171.

 

[28] FREUD, S. (1898) A etiologia sexual das neuroses. Ibid.

 

 

*Paulo Roberto Ceccarelli

Psicólogo; psicanalista; Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII; Pós-doutor por Paris VII; Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental; Sócio do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais; Membro da Société de Psychanalyse Freudienne, Paris, França; Membro fundador da Rede Internacional em Psicopatologia Transcultural; Professor Adjunto III no Departamento de Psicologia da PUC-MG. Professor credenciado a dirigir pesquisas de pós-graduação, e pesquisador no Laboratório de Psicanálise e Psicopatologia Fundamental da Universidade Federal do Pará, em Belém. Pesquisador do CNPq.

 

E-mail: paulocbh@pq.cnpq.br

Homepage: www.ceccarelli.psc.br

 

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